Estes gauleses são fortes!
Selecção portuguesa de Sub-17 não foi feliz nos “amigáveis” disputados no distrito contra a França
A selecção Portuguesa de Sub-17 perdeu os dois jogos de preparação para o Europeu da categoria que realizou com a sua congénere francesa em campos do distrito. No primeiro jogo, em Torres Novas, foi derrotada por 0-1 e, dois dias depois, em Santarém, registou nova derrota e por expressivos 4-1. Duas partidas que mostraram que a equipa lusa ainda tem que melhorar bastante se quer fazer boa figura no Europeu a realizar no nosso país.
A selecção portuguesa realizou em Santarém uma melhor exibição do que em Torres Novas mas acabou por ser goleada por 4-1. Sem se pôr em causa a vitória dos franceses, que jogaram mais e melhor, o certo é que a equipa lusa sofreu três golos de bola parada. Lances que também contam mas que prevaleceram nesta partida devido ao porte atlético dos franceses.E como em Torres Novas, também nesta partida a França marcou cedo. Logo aos cinco minutos, Jonathan aproveitou para marcar no seguimento de um canto. O central Kaboul (um grande jogador) saltou mais alto e cabeceou a bola para a pequena área, onde apareceu o extremo esquerdo a atirar de cabeça e depois a confirmar com o pé em cima da linha de golo.Portugal respondeu aos 11minutos, com um bom trabalho individual de Saleiro a rematar para defesa segura de Mbolhi. Mas a tendência de jogo era azul e Jonathan falhou o 0-2 por pouco. Um pouco contra a corrente do jogo, Portugal viria a empatar o marcador. Adelino Freitas, o melhor jogador luso, combinou com Saleiro, este foi à linha de fundo pela direita e, já em esforço, conseguiu cruzar para a pequena área, onde estava o “pequeno” Adelino para cabecear em grande estilo, não dando hipóteses ao guardião francês.A festa foi grande entre o público jovem que compôs as bancadas do Chã das Padeiras. Mas a alegria durou apenas cinco minutos já que o central Kaboul deu vantagem à sua equipa num golo espectacular. Depois de alguma confusão após um canto, Kaboul recebeu a bola no bico da pequena área, dominou-a com o peito, com o joelho e de primeira rematou forte e de ângulo fechado, surpreendendo Rui Nereu.E de cinco em cinco minutos chegava o golo. O extremo Jonathan rematou de primeira a bola vinda da esquerda após mais um livre de laboratório, marcado por Samir. Com o marcador de 1-3 chegou-se ao intervalo, numa vantagem justa para os franceses.Para o segundo o tempo os técnicos alteraram bastante as equipas, utilizando quase todos os suplentes. Até final da partida, os franceses foram gastando o tempo na troca de bola - e que bem o fizeram - aproveitando o adiantamento dos jogadores portugueses para aumentar a vantagem. Isolado, Pinard foi à linha final e cruzou rasteiro para a entrada de Samir, a rematar para o golo.Estava feito o 1-4 final, numa partida onde a França mereceu ganhar mas o castigo foi muito severo para a turma das quinas. Nos gauleses, o destaque foi para Jonathan, autor de dois golos e para o intransponível Youness Kaboul. No lado de Portugal, Adelino Freitas foi o jogador que mostrou mais argumentos.As individualidadescontra o colectivoAo contrário do que aconteceu em Santarém, no Dr. Alves Vieira, em Torres Novas, Portugal não esteve tão bem na exibição mas perdeu apenas pela margem mínima (0-1). Maioritariamente constituída por jogadores dos “três grandes” do futebol português, os jovens jogadores lusos manifestaram bastantes dificuldades em contrariar os argumentos técnicos e físicos dos franceses. Principalmente durante a primeira meia hora de jogo.E como corolário do ascendente dos gauleses, logo aos quatro minutos, Franck DjaDjeje (15) inaugurou o marcador. O médio polivalente Ted Lavie ganhou a bola e foi à linha de fundo, do corredor esquerdo do seu ataque. Deixou para trás Sabino Fernandes, centrou para a área onde estava o ponta de lança a cabecear para o golo. Portugal respondeu timidamente três minutos depois com um remate de Márcio Sousa por cima da barra do guardião Jourdren.No segundo tempo, a tendência de jogo foi diferente e Portugal entrou com outro ritmo. Aos 50 minutos, o extremo direito Adelino Freitas surgiu isolado pela direita da grande área da França e rematou à figura do guarda-redes, quando tinha Saleiro sozinho no centro da área. A França respondeu por intermédio de Djeje com um cabeceamento dentro da pequena área à figura de Pedro Freitas. Até final da partida nada de interessante viria a passar-se, já que não houve claras oportunidades de golo. A vitória da França foi também merecida devido à sua melhor qualidade de jogo, entrosamento e maior número de ocasiões de golo criadas.Em Portugal, Ricardo Nunes, entrado na segunda parte, foi dos que mais remou contra a “maré azul”.
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