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Ribeira de Alfange afunda-se

Estabilidade das barreiras de Santarém sofre nova ameaça

A ribeira de Alfange apresenta um “preocupante afundamento do seu leito” que, se não for combatido a tempo, poderá colocar novamente em causa a estabilidade das encostas que a ladeiam e que já têm um longo historial de derrocadas.

Edição de 19.03.2003 | Política
A conclusão é do presidente e do vice-presidente da Câmara de Santarém que, na manhã desta terça-feira, 18 de Março, arriscaram descer a íngreme e escorregadia encosta de Alfange para mostrar aos jornalistas a razão das suas preocupações. E os resultados estão bem à vista nalguns pontos, onde o leito apresenta um afundamento face ao que era o seu curso normal de umas boas dezenas de centímetros e por vezes superiores a um metro. A erosão provocada pelo habitual aumento de caudal do pequeno regato sempre que chove levou já ao arrastamento de alguns arbustos e até árvores para o interior do seu curso.O assunto já foi exposto pela autarquia na Comissão Interministerial que coordena as intervenções em curso nas barreiras de Santarém, aguardando-se agora uma visita de elementos desse organismo ao local, agendada para 3 de Abril, por forma a sensibilizá-los para o risco existente.“Esta situação poderá não aguentar outro Inverno como o que está a acabar. Este alerta é para passarmos das palavras à acção”, avisou o presidente da câmara, Rui Barreiro, no fim da visita, acrescentando que esta é a altura certa para se começar a pensar numa intervenção, dada a previsível melhoria das condições atmosféricas.O autarca socialista diz que o Governo deve ponderar a integração dessa intervenção na empreitada em curso nas barreiras. E garantiu que a Câmara de Santarém está disponível para participar activamente nesse projecto, quer a nível financeiro como de execução. Mas para já torna-se prioritário que os técnicos definam os moldes de actuação, já que se adivinha que a obra se revestirá de alguma complexidade.“Não venham é com histórias de que não há dinheiro, porque esta intervenção é daquelas que não pode esperar. Isto tem que ser feito e depressa”, declarou ao nosso jornal o vice-presidente da autarquia, Manuel Afonso, que há dois meses constatou o risco após ter descido ao pequeno vale com o coordenador municipal da protecção civil para observar a situação no terreno.

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