Bordel encerrado em Tomar
Cinco pessoas aguardam julgamento em prisão preventiva
A PSP de Tomar deteve um casal que se dedicava à exploração da prostituição (lenocínio), através de três mulheres colombianas a viver ilegalmente em Portugal. É o primeiro caso conhecido do género na cidade, ao contrário das situações de prostituição voluntária. Basta abrir um jornal de circulação nacional para perceber que em quase todas as cidades do distrito há homens e mulheres que vendem prazer. Mas por enquanto isso ainda não é crime.
A secção da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Tomar deteve na quarta-feira, dia 9, um casal que se dedicava à exploração da prostituição na sua residência, na Ponte da Vala, junto ao Bairro 1º de Maio. Na mesma altura foram também detidas três mulheres colombianas a viver ilegalmente no país. Os cinco detidos foram presentes ao tribunal, que ordenou a sua prisão preventiva.Ele tem 40 anos, ela 29. Na sua residência, em Ponta da Vala, Tomar, viviam também três outras mulheres, de origem colombiana. Hoje estão todos presos, depois de as Brigadas de Intervenção Criminal da PSP de Tomar terem efectuado uma busca à habitação.Naquela casa, dentro da cidade, o homem e a mulher com quem vivia maritalmente exploravam a actividade da prostituição, através de três colombianas a viver ilegalmente no país.Há já algum tempo que a residência estava sob a mira da PSP por suspeita de actividade ilícita. E a suspeita confirmou-se quando se passou busca à residência e depois de os detidos serem ouvidos em Tribunal.O casal é acusado de lenocínio (exploração da prostituição) e de abuso sexual de menores, dois rapazes de 17 e 14 anos, com algum atraso mental, que costumavam frequentar a habitação.As três mulheres colombianas, com idades compreendidas entre os 23 e os 32 anos, são acusadas de permanência ilegal no país, aguardando o processo de expulsão no Estabelecimento Prisional de Leiria.O casal publicitava a sua actividade através de anúncios em vários jornais nacionais, nomeadamente no Correio da Manhã, tendo sido por aí que a PSP iniciou a investigação.Prostituição alastra no distrito“Morenas escaldantes” e “cabritinhas fogosas” Esta foi a primeira vez que a PSP de Tomar deteve alguém pela prática de lenocínio, uma situação que não é muito comum verificar-se fora das grandes cidades. Ao contrário, a actividade da prostituição em casas particulares tem alargado cada vez mais a sua área, saindo dos grandes centros urbanos.Basta dar uma olhadela para os anúncios do género publicados em jornais diários de grande circulação para se bater com os olhos em dezenas de anúncios “sugestivos”, com origem em Tomar, Torres Novas, Entroncamento, Ourém, e por aí fora.Há “lindas meninas em local discreto”, “morenas escaldantes”, “cabritinhas fogosas” e “coelhinhas brasileiras” que não têm pejo em descriminar os seus “dotes” a milhares de potenciais clientes.O “boom” que se verifica nesta actividade encerra um maior risco para a saúde pública. “A competitividade e a concorrência neste sector faz com que o não uso de preservativo seja o factor de referência na altura da escolha de um(a) parceiro(a) ocasional”, referiu ao nosso jornal o coordenador da Polícia Judiciária Carlos Farinha.Embora a prostituição não seja um crime enquanto acto voluntário de uma pessoa maior e de os clientes saberem à partida os risco que correm, a verdade é que as autoridades estão atentas e preocupadas com o crescente número de situações que podem trazer grandes riscos em termos de saúde pública. É que, como diz Carlos Farinha, se na Holanda é impossível uma prostituta não fazer controlo sanitário diário, em Portugal isso está muito longe de acontecer.
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