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Hora e meia à espera da ambulância

Edição de 11.06.2003 | O Mirante dos Leitores
De nada me valeu no dia 1 de Junho, por volta da uma da tarde, utilizar a linha de emergência 112 e a louvável prontidão e eficiência do seu operador, que me pôs em contacto com os Bombeiros Municipais de Santarém, a quem solicitei uma ambulância, para transportar da minha residência ao hospital local, uma minha familiar, portadora de doença de ALZHEIMER, já na situação de acamada, com grande farfalheira e em estado muito débil. E digo que nada me valeu pois, como resposta, foi-me dito, que não havia ambulância para efectuar o serviço naquele momento.Passou-se mais uma hora e meia e nem mesmo os Bombeiros Voluntários, entretanto contactados pelos primeiros, tinham meios para o efeito.Recorri então à Cruz Vermelha de Santarém, que de imediato transportou a doente ao Centro de Saúde e posteriormente ao Hospital Distrital, onde a minha familiar veio a falecer duas horas depois.Não imputo qualquer responsabilidade aos bombeiros pela sua morte, porque o falecimento estava anunciado, atendendo ao seu estado, mas, num domingo aparentemente calmo e tranquilo, por horas de almoço, não me deixo de interrogar. Se Santarém tem duas corporações de bombeiros - Municipais e Voluntários – será que nenhuma delas tem uma ambulância para socorrer os cidadãos? O que se passa com a distinta e humanitária instituição dos bombeiros? Falta de ambulâncias ou de pessoal técnico para as operar? Falta de altruísmo e responsabilidade? Falta de coordenação operacional? Ou será que os nossos bombeiros andam à deriva num barco sem leme e sem comandante?Aqui fica a minha indignação aos Bombeiros de Santarém que tanto admiro e respeito pelo seu carácter humanitário.Casimiro Dias Luís - Santarém

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