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Perigo continua no Covão do Coelho

Direcção de Estradas sem dinheiro para reforço da segurança

O perigo vai continuar à solta na Estrada Nacional 360, entre Minde e Fátima. Apesar do Director de Estradas de Santarém reconhecer a necessidade de colocação de semáforos como forma de evitar os muitos acidente que ali ocorrem, os equipamentos não serão colocados por falta de dinheiro. O mais provável é ser a câmara de Alcanena a ter que deitar mãos à obra uma vez que a estrada vai passar a concelhia em breve.A Direcção de Estradas do Distrito de Santarém (DEDS) não tem prevista nenhuma intervenção na Estrada Nacional 360, com vista a reduzir os muitos acidentes. A via, que liga Minde (concelho de Alcanena) a Fátima, tem um traçado sinuoso e descidas acentuadas e nos últimos três anos já ali morreram quatro pessoas na zona do Covão do Coelho.

Edição de 09.07.2003 | Sociedade
Segundo o director de estradas do distrito, Alcino Cordeiro, a solução para reduzir os acidentes passa pela instalação de sistemas de semáforos redutores de velocidade (que acendem o vermelho quando a velocidade é superior a 50 quilómetros hora) e semáforos de controlo de trânsito em cruzamentos. Só que, por falta de verba, estes mecanismos não estão incluídos nas intervenções previstas para este ano. E é quase certo que também não acontecerão em 2004.“A situação vai ser equacionada no próximo ano, mas tudo depende da disponibilidade financeira da Direcção de Estradas”, garante Alcino Cordeiro, que reconhece a falta de condições de segurança da estrada e que explica que já foram entretanto definidos os locais previstos para a instalação dos semáforos.Quem não está nada contente com a situação é o presidente da Junta de Freguesia de Minde. Aníbal Rodrigues diz que os semáforos não resolvem o problema. “Essa solução não é eficaz porque os condutores acabam por não respeitar os sinais. O ideal era a construção de duas ou três rotundas nas zonas de Minde e Covão do Coelho”, sublinha, acrescentando que a solução já tinha sido sugerida à (DEDS) há cerca de um ano mas que esta a rejeitou por considerar que a estrada não tem condições para tal. Outra das situações que preocupa o presidente da junta de freguesia é a falta de passeios para os peões, sobretudo nas zonas em que a estrada atravessa localidades. “Esta via é muito utilizada pelos peregrinos que vão para o santuário de Fátima. É muito perigoso circular pela berma da estrada sem qualquer protecção”, afirma. Aníbal Rodrigues adianta que a autarquia chegou a negociar com alguns proprietários a cedência de faixas de terreno para alargar as bermas, ao mesmo tempo que pressionava a direcção de estradas para fazer os passeios. Mas aquelas obras também não estão previstas. O autarca também está preocupado com a segurança das crianças que frequentam o jardim de infância de Covão do Coelho, situado a poucos metros da estrada. “Por vezes é difícil controlar as crianças. Até agora não tem havido problemas, mas um dia alguma pode ir para a estrada e dá-se uma tragédia”, concluiu.A demora na colocação dos semáforos e na feitura de algumas obras que melhorem a segurança na estrada pode estar relacionada com o facto daquela via, dentro de algum tempo, deixar de ser responsabilidade da Direcção de Estradas. Segundo confirmou Alcino Cordeiro está prevista a desclassificação da EN 360, passando a mesma para a alçada da Câmara Municipal de Alcanena. E com a estrada passa também a responsabilidade pela resolução do problema.

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