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Santarém sem Lula

Casa do Brasil fora do programa
Edição de 16.07.2003 | Política
Santarém ficou de fora da visita que o Presidente do Brasil, Lula da Silva, efectuou ao nosso país na semana passada. Desta vez o programa não contemplou a cidade onde repousam os restos mortais do navegador Pedro Álvares Cabral e onde, no ano passado, foi aberto oficialmente um consulado honorário daquele país. Ao contrário do que aconteceu em visitas que o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, efectuou a Portugal.“Não tive conhecimento de qualquer iniciativa para que Santarém fosse incluída no programa da visita”, afirmou ao nosso jornal o cônsul honorário do Brasil em Santarém, Joaquim Botas Castanho. “Mas isso, a ter acontecido, devia ter partido da câmara”, acrescentou o ex-vereador do município.A vereadora da Cultura Idália Moniz, que tem sob a sua tutela a Casa do Brasil - espaço emblemático e local privilegiado para divulgação da cultura brasileira -, revelou no entanto que o convite para Lula da Silva integrar Santarém na rota quando visitasse Portugal seguiu assim que o novo presidente brasileiro assumiu funções. “Logo no início do mandato do Presidente Lula da Silva enviámos uma carta de felicitações onde mostrámos a nossa disponibilidade para o receber em Santarém numa visita que efectuasse ao nosso país”, afirmou a autarca, manifestando a esperança que a deslocação de uma personalidade que muito admira possa ocorrer em próxima oportunidade.Tanto Idália Moniz como Botas Castanho consideram normal que a visita do presidente brasileiro não tenha abrangido a cidade, dado que a mesma se centrou em Lisboa, onde aliás o cônsul honorário esteve presente durante uma recepção na Fundação Mário Soares.Joaquim Botas Castanho aproveitou ainda para revelar que o consulado brasileiro em Santarém está a trabalhar normalmente, efectuando atendimento público nas tardes de quarta-feira. “Habitualmente aparecem três ou quatro pessoas a pedir informações, na sua maioria em situação ilegal no nosso país”. Dado que se trata de um consulado honorário, pouco ali pode ser feito, já que a legalização dessas situações se processa através dos serviços diplomáticos de Portugal no Brasil, ou, junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. “Limitamo-nos a dar apoio moral e a dar algumas informações”, revela o cônsul.

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