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Fersant continua em Torres Novas

Nersant abandonou a ideia de descentralizar o certame

A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) prometeu, mas afinal a promessa não passou da intenção. Pelo menos este ano a Fersant, feira empresarial do distrito, vai manter as portas abertas no parque de exposições de Torres Novas. Para o ano logo se vê.

Edição de 23.07.2003 | Sociedade
Em Setembro do ano passado, o presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) afirmou a O MIRANTE que 2002 era o ano da transição para a Fersant, o último ano em que o certame abria as portas em Torres Novas. Dez meses depois José Eduardo Carvalho muda de estratégia e decide deixar tudo como antes. A Fersant/2003 vai decorrer como habitualmente no pavilhão de exposições da associação, em Torres Novas.O nosso jornal tentou averiguar porque teria o presidente da Nersant mudado de opinião. Com José Eduardo Carvalho em viagem pela Roménia foi Salomé Rafael, recentemente eleita como vice-presidente da estrutura empresarial do distrito, quem justificou a manutenção da feira em Torres Novas.O facto de haver já uma estrutura montada, que facilita toda a logística do certame, esteve na base da decisão, referiu a vice-presidente da associação, adiantando ainda que também pesou o número de inscrições já feitas por expositores, confiantes de que o certame seria em Torres Novas. “Foi por este conjunto de factores que a Nersant entendeu realizar este ano a feira no mesmo local”, afirmou Salomé Rafael.Já na altura da Fersant/2002 José Eduardo Carvalho tinha referido que pretendia “pôr a Fersant a correr o distrito”, associando-a sempre que possível a uma festa local. E o dirigente tinha até equacionado realizar o certame em Rio Maior, fazendo-o coincidir com a tradicional feira das tasquinhas. O que só não aconteceu por problemas burocráticos.Hoje, os membros da direcção da Nersant admitem a possibilidade de organizarem feiras sectoriais, mais pequenas, descentralizadas. “Feiras como a do emprego e outras, que contam sempre com seminários e debates específicos sobre determinadas matérias”, afirmou ao nosso jornal Salomé Rafael.Uma afirmação que parece conter em si mesma a certeza de que a Fersant, afinal, nunca irá sair de Torres Novas, optando a associação pela itinerância dos seus certames mais pequenos e, consequentemente, menos onerosos. A vice-presidente não confirma a suposição, mas também não a desmente. “Para o ano logo se vê”. Sobre a passagem da feira de Setembro para Outubro (entre 16 e 19), Salomé Rafael referiu que esse facto se deve apenas a questões de logística.A este retrocesso estratégico não será alheio o facto de o país e o distrito estarem a passar por um momento económico pouco animador. E em tempo de vacas magras o melhor é não mexer no que funciona bem. Apesar do número de visitantes ter estagnado, ou mesmo diminuído, nos últimos anos, há sempre os “clientes” fidedignos em Torres Novas.É que a Fersant não é mais uma feira da Nersant, é a feira por excelência. Não é por acaso que já em 2001 José Eduardo Carvalho afirmava a O MIRANTE que o certame era muito importante para a Nersant, em termos financeiros. “A Fersant equilibra as contas”, salientou na altura o presidente da maior associação empresarial da região de Santarém.O ano passado o presidente da associação voltou a reafirmar a intenção de alterar a localização geográfica do certame, afirmando que as coisas tinham corrido bem durante 12 anos mas “estava na altura de mudar”. Afinal, parece que essa altura ainda não chegou.

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