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Os tempos mais tristes foram os anos do salazarismo, confessa Maria Lidónio

O dia mais feliz foi o do meu casamento

Os cem anos de Maria Lidónio dos Santos
Edição de 13.08.2003 | Sociedade
Maria Lidónio dos Santos completou 100 anos na passada segunda-feira e o facto foi celebrado por amigos e familiares. “Estou muito feliz. Nunca pensei chegar a esta idade”, disse a aniversariantes antes de soprar as velas da praxe.Residente em Fazendas de Almeirim, a idosa é dona de uma memória invejável e só tem pena de já não se aguentar nas pernas e de ouvir mal. “Ainda me lembra quando aquele que viria a ser o meu cunhado partiu para a primeira guerra mundial montado num cavalo”, contou-nos para confirmar os elogios que lhe são feitos pela facilidade que tem de recordar tempos idos. O momento que considera mais importante da sua vida foi o do casamento. Infelizmente o marido já faleceu há 10 anos. “Fomos sempre muito amigos”, sublinha. Do casamento nasceram duas filhas que agora têm 75 e 80 anos. E a provar que ainda é dona de uma saúde de ferro, Maria Lidónio dos Santos diz com orgulho que toma menos comprimidos que as filhas. Os tempos mais tristes, confessou-nos, foram vividos nos anos em que mandava em Portugal António Salazar. “Não podíamos falar” diz. E acrescenta que muita gente passou fome. “Felizmente em minha casa sempre tivemos que comer”.
Os tempos mais tristes foram os anos do salazarismo, confessa Maria Lidónio

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