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Governo anuncia medidas de apoio às populações

Fogos Florestais
Edição de 27.08.2003 | Sociedade
O ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, anunciou segunda-feira em conferência de imprensa, as medidas já aprovadas pelo Governo para apoio às populações e concelhos atingidos pelos últimos fogos florestais.Um dos apoios é o subsídio de sobrevivência imediata, de prestação única, no valor de um salário mínimo nacional (356,6 euros) a cada elemento do agregado familiar que tenha perdido as suas fontes de rendimento (animais ou alfaias agrícolas), segundo adiantou no passado dia 11 de Agosto o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Bagão Félix.Os pensionistas que também perderam as suas fontes de rendimento suplementares vão receber um subsídio mensal, durante um ano, no valor da pensão social, ou seja, 146 euros.Uma prestação social complementar de 438 euros, equivalente ao montante da pensão social durante um período de três meses, também atribuído de uma só vez, será concedida aos familiares directos das vítimas mortais dos incêndios. Serão também pagas ou reembolsadas as despesas com os funerais das vítimas.Os trabalhadores de empresas afectadas pelos incêndios vão receber até ao final do ano um subsídio que irá corresponder a 70 por cento do último salário registado pela Segurança Social, enquanto o subsídio a atribuir aos trabalhadores por conta própria será o correspondente a 70 por cento do valor que têm vindo a descontar para a Segurança Social.De acordo com dados oficiais, oitenta e cinco famílias, correspondentes a 22O pessoas, perderam total ou parcialmente as suas habitações em consequência dos incêndios, enquanto 240 pessoas viram os seus postos de trabalho afectados.Os concelhos mais afectados pelos incêndios foram Mação, Chamusca e Abrantes (distrito de Santarém), Guarda e Castelo Rodrigo (distrito da Guarda), Oleiros, Sertã e Vila de Rei (distrito de Castelo Branco), Nisa e Castelo de Vide (distrito de Portalegre), Sines, Grândola, Santiago do Cacém e Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), Batalha (distrito de Leiria) e Pampilhosa da Serra (distrito Coimbra).Os incêndios registados este ano em Portugal destruíram mais de 330 mil hectares, uma área quase equivalente à do distrito de Leiria, provocaram 18 mortos e levaram à detenção de 73 pessoas, suspeitas de fogo posto.O ano de 2003 bate assim o recorde de área ardida em Portugal desde que esta medição é feita. O anterior recorde tinha sido alcançado em 1991, com 182.486 hectares ardidos.Lusa

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