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Alpiagra a precisar de inovação

Feira decorre até domingo num modelo que os empresários consideram estar gasto

A Alpiagra - Feira Agrícola e Comercial do Concelho de Alpiarça precisa de inovação. Esta pelo menos é a ideia transmitida por alguns expositores do certame, que começou no dia 12 e se prolonga até domingo, dia 21. Espectáculos mais atractivos, menos dias de feira e uma nova disposição do eventoe são algumas das questões levantadas.

Edição de 17.09.2003 | Economia
Raul Jorge está presente com a sua empresa, a RJ - Seguros, pela primeira vez na feira. O objectivo é divulgar os seus serviços e tentar agarrar algumas oportunidades de negócio. Como residente na vila, o empresário conhece o certame como a palma da mão e considera que o actual modelo está esgotado. Para o expositor, a autarquia devia apostar na diversificação de espectáculos, no sentido de chamar mais público à feira. Raul Jorge acrescenta que nos últimos anos a Alpiagra não tem registado grandes inovações. O dia marcado para o início da feira, na sexta-feira dia 12, também é apontado por alguns como um factor desfavorável. Joaquim Graça diz que “é mais complicado começar a feira num dia de semana” porque se perde pelo menos meio-dia de trabalho na empresa. O gerente da Gabriel Feijão, Lda. reforça a ideia de que é imprescindível “modernizar” o espaço.Nada agradável também é o calor que se faz sentir durante o dia nos pavilhões de exposições da área comercial. A par disso, a pouca afluência de público durante os dias da semana também não é nada motivante. “A feira só funciona melhor neste aspecto ao fim-de-semana. Nos outros dias é muito parada”, comenta Joaquim Graça. Nessa linha, Raul Jorge sugere mesmo que a Alpiagra devia ter menos dias. “Aumentaram o tempo do certame de nove para dez dias. Para um concelho como Alpiarça esta feira é muito longa”, comenta. A Alpiagra foi inaugurada na sexta-feira ainda com alguns problemas por resolver. Na altura em que estava para começar a cerimónia de abertura um electricista andava encavalitado em cima de um poste de electricidade a tentar fazer chegar a corrente eléctrica a uma barraca da zona da doçaria. Dentro do pavilhão comercial havia um stand que ainda não estava decorado e que só começou a ser montado após a abertura ao público. Na presença do governador civil de Santarém, que procedeu ao corte da fita, o presidente da autarquia destacou os investimentos económicos que estão a ser feitos em Alpiarça. “Numa altura em que há escassez de instalação de empresas, há um investimento estrangeiro a crescer e com funcionamento previsto para o próximo ano. Outro está a nascer. No conjunto são 45 milhões de euros”, referiu Rosa do Céu. O governador civil, Mário Albuquerque, aproveitou para deixar uma mensagem de esperança no sentido de que Alpiarça “acredite no futuro” e seja “um concelho do progresso”.

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