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Um mamarracho no Cais da Vala

Um mamarracho no Cais da Vala

Futuro Centro Interpretativo de Salvaterra de Magos

A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos reconheceu na última reunião da assembleia municipal que o edifício em construção junto ao Cais da Vala poderia ter menos volumetria. Ana Cristina Ribeiro dá razão a vários munícipes que classificam a obra do centro interpretativo como um mamarracho.

Edição de 07.01.2004 | Sociedade
A construção do centro interpretativo junto ao Cais da Vala em Salvaterra de Magos tem sido alvo de contestação por vários munícipes dada à sua “fisionomia inestética para o local”. Há mesmo quem considere o edifício em construção um “mamarracho” numa zona nobre da vila. A presidente da câmara, Ana Cristina Ribeiro (BE), reconheceu que “o edifício do Cais da Vala poderia ter menos volumetria”. No entanto lamentou o facto desta obra já ter sido alvo de muitas criticas junto do Governo. “Como é possível que haja pessoas que se vão queixar das obras feitas pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos”, questionou a edil salvaterrense. A questão foi debatida na última reunião da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos. A deputada municipal Salomé Rafael (PS) interpelou a presidente de câmara e quis saber qual a opinião de Ana Cristina Ribeiro sobre o aspecto do edifício construído numa zona histórica e futura zona turística. As queixas dos munícipes não se resumiram ao Governo. O aspecto estético e a volumetria do edifício que abarcará um museu em homenagem aos avieiros do Tejo e um auditório foi alvo de queixas junto do Ministério da Cultura, Ministério do Ambiente, Assembleia da República, comissão responsável em Bruxelas, Programa Valtejo, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região de Lisboa e Vale do Tejo e Instituto Português do Património Arquitectónico.Numa carta assinada por um munícipe, cujo nome não é revelado a pedido do próprio, pode ler-se que “vive-se em Salvaterra de Magos um terrível pesadelo. Ninguém acredita no que está a acontecer com a construção de um verdadeiro monstro. Estão a ser recuperadas as zonas ribeirinhas do rio Tejo, e com esta recuperação estão a construir um edifício que fere, choca e aterroriza as mais inocentes sensibilidades”. Na missiva a que O MIRANTE teve acesso pode ainda ler-se que, “mesmo junto da Vala Real, onde os reis desembarcavam, perto de uma ponte romana a cair, em frente à Capela Real da Misericórdia aparece esta monstruosidade feita ao arrepio da opinião pública com dinheiros da Comunidade Europeia e do Estado Português”. Segundo o documento, a obra está situada na zona histórica da vila, local onde o Plano Director Municipal (PDM) consigna alguma protecção. Além disso, está a ser construída numa zona de cheias. Em jeito de conclusão, o signatário questiona os responsáveis governamentais se estão a ser bem utilizados os fundos comunitários.Mário Gonçalves
Um mamarracho no Cais da Vala

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