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Público ficou à porta do Sá da Bandeira

Venho através de O MIRANTE manifestar o meu mais veemente protesto pela forma como a população de Santarém foi impedida de assistir aos espectáculos que decorreram, no recém, inaugurado Teatro Sá da Bandeira, no âmbito das festas da cidade. Refiro-me concretamente ao facto de a lotação da sala ter sido quase totalmente preenchida pelos convidados da autarquia, restando apenas cerca de três dezenas para os cidadãos scalabitanos que deveriam ser os principais destinatários dos espectáculos integrados nas festas da sua cidade.Tal facto poderia ser aceitável na noite da inauguração do teatro, mas é indesculpável que, nas noites seguintes, o mesmo se voltasse a verificar.Tudo isto se torna caricato se pensarmos na divulgação de que foram alvo as festas da cidade na comunicação social. Qual seria o objectivo da câmara municipal ao proceder a tal divulgação? Seria apenas para tentar preencher os trinta lugares disponíveis para os principais espectáculos ou, como tudo indica, para tentar promover o executivo camarário? A única certeza que tenho é a de que numa cidade ávida de eventos culturais a sua população voltou a ser colocada em segundo plano. A única atitude correcta teria sido disponibilizar a totalidade dos lugares do Teatro Sá da Bandeira para os cidadãos scalabitanos - seus verdadeiros proprietários - ou quando muito agendar os espectáculos de Sábado e Domingo para um local com uma maior lotação e nunca (como foi o caso) arrogar-se a Câmara Municipal de Santarém, e mais concretamente o pelouro da cultura, o direito de utilizar um Teatro Municipal como se de um qualquer imóvel privado se tratasse.Por fim, quero ainda dizer que espero que os convidados da câmara municipal que prontamente lotaram o teatro quando lhes foram facultadas entradas gratuitas, sejam igualmente lestos a aderir a futuros eventos, quando os mesmos forem pagos ,uma vez que pelo menos os cidadãos que se deslocaram ao Teatro Sá da Bandeira e se viram impedidos de assistir aos espectáculos que desejavam, tão cedo lá não voltarão. Mário Neto - Santarém

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