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Morgado, 29 anos, Fátima

Morgado, 29 anos, Fátima

CROMOS DA BOLA

Luís Morgado é um dos futebolistas com maior carisma a actuar no distrito de Santarém. Já jogou em Torres Novas, União de Tomar, Mirense, Pombal e actualmente joga no Fátima. Divide o seu tempo entre o futebol e profissão de professor de educação física, que exerce no Centro de Estudos de Fátima.

Edição de 31.03.2004 | Desporto
Dorme melhor quando perde ou quando ganha?É lógico que durmo melhor quando ganho. Mas isso não quer dizer que quando perco não saia do campo de consciência tranquila, porque dou sempre tudo para vencer.Já alguma vez lhe apeteceu bater em si próprio dentro do campo?Não, tento sempre dar o máximo e nunca me passou pela cabeça bater em mim próprio, sei que trabalho muito dentro do campo e se as coisas não correm bem é porque não podemos ou não sabemos como ultrapassar os adversários.A sua esposa já alguma vez lhe pediu para deixar o futebol?Não. Sei que é complicado gerir esta vida. Não sou profissional de futebol e ao fim de semana podia estar com a família, mas ela compreende e nunca me pediu para deixar de jogar.Se ela pedisse deixava?Não, não, não deixava, não lhe fazia essa vontade.Marcar um golo é como ter um “orgasmo”?É uma felicidade enorme. E quando serve para ajudar a equipa a ganhar é uma alegria que não tem explicação. Dentro do campo já lhe apeteceu agredir ou chamar nomes ao árbitro?Não. Sou habitualmente capitão de equipa e por isso procuro ter uma posição de respeito para com o árbitro, para que ele me respeite também. Por incrível que pareça há árbitros que faltam ao respeito aos jogadores, e isso já aconteceu comigo. Quando acontece deixo de falar para ele, ignoro-o por completo.
Morgado, 29 anos, Fátima

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