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Não houve assalto ao poder

Seccionistas do basquetebol do Torres Novas respondem ao anterior responsável pela secção

Os elementos da secção de basquetebol do Clube Desportivo de Torres Novas que não se demitiram ficaram indignados com as declarações de Aires Marques, que até 6 de Abril era o responsável máximo pela secção e que, como O MIRANTE noticiou na última edição, se demitiu, juntamente com mais dois elementos, por considerarem que estavam a ser ultrapassados nas suas competências pelo presidente do clube.

Edição de 21.04.2004 | Desporto
Os seccionistas, que entretanto assumiram a gestão do basquetebol torrejano, recusam que se fale em assalto ao poder e que alguém sugira que só estão a tentar dominar a secção por esta estar a conseguir bons resultados desportivos e financeiros. “Somos as mesmas pessoas que estavam cá quando as equipas perdiam por 100 a 10”, refere Eduardo Garcia, recordando que muitos deles estão na secção desde que foi reactivada.O grupo que se mantém na secção confirma que manteve conversas com o presidente do clube, mas diz que tal só aconteceu porque Aires Marques assumiu uma posição prepotente de “quero, posso e mando”. “Apenas quisemos saber se tínhamos ou não direito de ser tratados por igual”, acrescentou Tiago Gaspar. Os seccionistas garantem ainda que nunca colocaram em causa a continuidade dos demis-sionários perante o presidente do clube, muito menos a sua competência.Também o presidente do clube nega qualquer ultrapassagem de competências. Manuel Piranga lembra que é ele o responsável máximo para o clube e que foram os directores que pediram para sair. “Com a mesma naturalidade que os nomeei aceitei a sua demissão”, referiu o dirigente.Contactado pelo nosso jornal, Aires Marques refuta qualquer ideia de não ter querido trabalhar com elementos que colaboravam com a secção, alegando que foi ele próprio a convidá-los para colaborar com o basquetebol. Quanto ao facto do pedido de demissão apresentado por si e por outros dois seccionistas ter precipitado a aceitação do presidente do clube, Aires Marques referiu que o dirigente prometeu que iria tentar sanar as diferenças entre os elementos, tendo agido em sentido contrário. Em comunicado enviado a O MIRANTE, os elementos que se demitiram recordam que deixaram nove equipas de basquetebol em actividade, uma secção mobilada e equipada, dois conjuntos de equipamentos novos por equipa, assim como uma viatura de nove lugares e um saldo bancário de mais de 16 mil euros. Condições consideradas muito boas para assegurar o futuro da secção.

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