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Laboratório inovador em Abrantes

Laboratório inovador em Abrantes

Tagus Valley tem mais uma valência
Edição de 21.04.2004 | Economia
O laboratório da A. Logos – Associação para o Desenvolvimento de Assessoria e Ensaios Técnicos foi formalmente inaugurado pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), Fonseca Ferreira, na quinta-feira, 15 de Abril. Trata-se de um equipamento intermunicipal, orçado em 800 mil euros de investimento e financiado pelo Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT), em 50 por cento, e pelas câmaras de Abrantes, Mação e Constância. O novo espaço dedica-se à análise de qualidade de águas de abastecimento, residuais e piscinas, de géneros alimentícios e de alimentos para animais e o custo do equipamento laboratorial ascende a 90 mil euros, que foi igualmente suportado pelas entidades referidas. Apesar de ser financiado pelos municípios de Abrantes, Constância e Mação, o A. Logos não limita a sua acção a estes concelhos.O A. Logos é um dos equipamentos do Tagus Valley – Tecnopolo do Vale do Tejo, situado nas antigas instalações da Quimigal, em Alferrarede (Abrantes). Um projecto desenvolvido pela Câmara Municipal de Abrantes e pela Nersant – Associação Empresarial da região de Santarém, destinado a apoiar as empresas da região e ao desenvolvimento e implantação de uma estratégia inovadora para todo o país. Actualmente o A. Logos, dirigido por Maria do Céu Albuquerque, dispõe de 10 métodos de ensaio acreditados pelo Instituto Português de Qualidade, correspondendo a 26 parâmetros e aguarda nova acreditação do IPQ para análises microbiológicas.Inovação e competitividadeA inauguração desta nova peça do Tagus Valley - onde já entraram em funcionamento uma incubadora de empresas e um centro de formação em metalomecânica - estava para ser presidida pelo secretário de Estado Adjunto da Ministra da Ciência e do Ensino Superior, Jorge Moreira da Silva, que acabou por não estar presente dado que foi chamado ao Parlamento. A cerimónia foi presidida por Fonseca Ferreira, presidente da CCDRLVT, que além de valorizar a importância de estruturas como o Tagus Valley e o A. Logos para o desenvolvimento da região e do país, anunciou que o PORLVT, devido aos índices de excelência (boa execução dos projectos no âmbito deste programa) dispõe de 72 milhões de euros para investir em projectos inovadores.Para o presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Carvalho, o A. Logos (“A de água e agro-alimentar, logos de conhecimento e o ponto porque é moda”, segundo explicou), é mais um contributo para o aumento da qualidade de vida e para a competitividade e a inovação, “o grande desafio que se coloca na era da globalização”. “Salazar deixou este país sem infra-estruturas, sem estradas, sem nada. À entrada do século XXI continuava a defender os valores da pobreza e da ruralidade”, afirmou o autarca para concluir: “Trinta anos depois de Abril, Portugal tem um nível razoável de infraestruturas e tem que apostar na competitividade e na inovação. O Tagus Valley é um instrumento para esses desafios”.No entanto, este entendimento não parece ser unanimemente aceite. “Nunca pensei que fosse tão difícil chegar a uma conclusão por coisas tão simples e tão consensuais como são a inovação e a competitividade para o desenvolvimento deste país”, lamentou José Eduardo Carvalho, presidente da Nersant, adiantando que perante a situação restam duas soluções “a ruptura ou de forma paciente e não contestando continuar a trabalhar. Neste distrito há um grupo que continua a trabalhar paciente e empenhadamente para estas coisas se fazerem”.Margarida Trincão
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