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Horas extraordinárias a mais no Cartaxo

Edição de 21.04.2004 | Política
O crescimento das despesas, o aumento das dívidas e o excesso de horas extraordinárias são as principais críticas da oposição ao Relatório de Gestão e Demonstrações Financeiras relativas ao exercício de 2003 da Câmara Municipal do Cartaxo, gerida pelo PS.O documento, apresentado na reunião de câmara de segunda-feira, 19 de Abril, foi aprovado com o voto contra da vereadora do PSD, Luísa Pato, e com a abstenção do vereador socialista Augusto Parreira, a quem o presidente retirou a confiança política no ano passado.Parreira, que neste momento não tem competências delegadas, foi aliás um dos mais críticos ao documento. “Há um aumento da admissão de pessoal e das horas extraordinárias. Estão cada vez mais a hipotecar os meios. Não faz qualquer sentido”, alertou.O vereador socialista considera também que a admissão de pessoal qualificado não está a ser acompanhada da dinâmica que normalmente deveria existir. “Há uns anos não tínhamos técnicos, mas com a prata da casa conseguíamos”.O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, considera por seu lado que os 250 mil euros referentes às horas extraordinárias não são muito significativos, tendo em conta a dinâmica que existe. O autarca garante ainda que os recursos humanos irão acrescentar valor, a curto e médio prazo, à actividade da câmara.A vereadora do PSD, Luísa Pato, lembrou que os empréstimos aumentaram de 30 para 38 por cento e as dívidas registaram uma subida de 133 por cento. “A maioria socialista que governa a câmara voltou a insistir na degradação da margem de investimento do município, permitiu o aumento das dívidas aos seus fornecedores e recorreu fortemente ao endividamento”, referem em comunicado os vereadores do PSD, Vasco Cunha e Luísa Pato.Os social-democratas adiantam ainda que a autarquia não aplica todos os potenciais recursos para o investimento. “Num período em que o país, as empresas e os cidadãos têm conhecido graves dificuldades a câmara voltou a revelar um novo ‘riquismo’ esbanjador, ficando a ideia de estar a viver acima das suas possibilidades”, continuam.Os eleitos socialistas consideram, por seu lado, que o resultado líquido foi positivo e que a taxa de execução orçamental (76 por cento) é satisfatória. Revelam ainda que se registou o maior investimento de sempre e garantem que se registou um decréscimo do peso das despesas com o pessoal, que ficam a 35 por cento do limite imposto por lei.

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