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Arqueólogos vão estudar ruínas no Tejo

Edição de 21.04.2004 | Sociedade
Está prevista para Agosto a avaliação das ruínas encontradas no leito do rio Tejo, junto aos pilares da Ponte Salgueiro Maia, no concelho de Almeirim. O estudo vai ser efectuado por uma equipa do Centro Nacional de Arqueologia Subaquática (CNAS), informou o vereador da Cultura da Câmara de Almeirim, João Torres. A pesquisa, com o objectivo de tentar situar a construção em termos de época e arranjar explicações para o facto de estar no leito do rio, surge após uma análise das peças encontradas no local. De entre vários artefactos, conta-se uma moeda romana e várias do século XIX. Os materiais foram catalogados e foi feito um relatório pelo CNAS, mas as conclusões não apontam nenhuma explicação. O que existe são várias suposições: As ruínas podem ser de uma casa, uma quinta ou um pesqueiro (posto de acolhimento de pescadores). A descoberta serviu já para incluir o achado na carta arqueológica nacional. É possível também, no âmbito de uma futura revisão do Plano Director Municipal (PDM), registá-lo na carta arqueológica do concelho. Este caso foi tornado público em Setembro de 2002, quando se descobriram ruínas de uma construção ainda não identificada, junto aos pilares da Ponte Salgueiro Maia, que liga Almeirim a Santarém. Durante algum tempo, o local foi alvo de constantes visitas e houve denúncias de pilhagens de objectos valiosos, entre os quais moedas de prata.. Não existem explicações científicas sobre o facto de as ruínas estarem no leito do rio. No entanto, existe a possibilidade de, há centenas de anos, o Tejo não passar naquele local. E que, por efeito das correntes e da erosão do solo, tenha desviado o seu curso.

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