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“O pior é a ingratidão”

Manuel Escudeiro (PS), presidente da Junta de Freguesia de Salvador, está disponível para mais um mandato
Presidente de junta há três mandatos, Manuel Luís Escudeiro Martins, 59 anos, está disponível para continuar a candidatar-se, mas ainda não sabe qual será a opção do partido. Uma coisa é certa, a concorrer só o fará pelo PS. “Há três coisas que nunca deixarei de ser na vida, católico, sportinguista e socialista, portanto só me candidato pelo PS se essa for a opção da concelhia”.Manuel Escudeiro entrou para a vida autárquica há quase 16 anos, para tentar melhor a qualidade de vida dos habitantes da freguesia. Fez um primeiro mandato na assembleia de freguesia e depois um pouco por acaso encabeçou a lista à freguesia de Salvador. “Houve um desentendimento entre os cabeças de lista a Salvador e à câmara municipal, o da freguesia desistiu e eu passei para primeiro”, conta.Dos anos que passou à frente da freguesia de Salvador, Manuel Luís faz um balanço positivo embora lhe faltem concretizar alguns dos projectos e benefícios que, por certo, melhorariam a vida dos seus habitantes. Mas custa-lhe, por vezes, a ingratidão das pessoas. “Se se faz uma obra num sítio, logo os outros também querem e não se pode fazer tudo ao mesmo tempo”, diz.As duas primeiras eleições ganhou-as por maioria absoluta e a terceira por maioria relativa. Manuel Escudeiro aponta como causa da diminuição de votos questões da sua vida privada, o que considera um disparate. No entanto, garante que se não for ele o escolhido pelo PS quem perde são os fregueses de Salvador.“Trabalho a dois passos da sede da junta, o expediente que é necessário resolvo-o na hora. Se alguém precisa de um atestado basta passar pela barbearia e eu assino, depois é só autenticar com o selo branco”, diz.O autarca, pai de três filhos, é barbeiro de profissão – “não gosto que me chamem cabeleireiro de homens” – e estabeleceu-se por conta própria há quase 30 anos. Antes disso, Manuel Luís trabalhou numa barbearia junto à Escola Prática de Polícia desde muito novo.“Quando acabei a escola fui trabalhar para uma loja de cabedais, mas ainda antes de ir para a tropa já tinha mudado de ofício”, continua. Cumpriu o serviço militar na PM (Polícia Militar) e passou 28 meses em Angola, tempo de que guarda boas recordações porque nunca passou por situações de perigo.Considera-se um homem pacato que gosta muito do seu Sporting, de ver televisão, ler e até de escrever. “Gosto de escrever a história da minha vida. Não é para publicar, mas para me entreter e recordar as coisas porque passei”, conclui.

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