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PCP quer medidas de defesa para o sector têxtil

Edição de 25.05.2005 | Economia
A maior parte dos cerca de 2000 postos de trabalho da indústria têxtil que existem na região, metade dos quais na freguesia de Minde, Alcanena, poderá estar em causa se Portugal não accionar a cláusula de salvaguarda das importações.Para o Partido Comunista Português, que na segunda-feira promoveu em Torres Novas uma conferência de imprensa sobre o assunto, a grave situação da indústria têxtil é o resultado das políticas seguidas pelos governos do PS e do PSD que em 2001, “sem debate nacional, sem diálogo com o sector e sem uma avaliação das consequências e condições em que a China entra na Organização Mundial do Comércio passou um cheque em branco a Bruxelas para negociar, permitindo que se trocassem os interesses da nossa indústria têxtil e do vestuário pelos interesses dos grandes grupos económicos e dos países mais fortes que comem em dois carrinhos - na colocação dos seus produtos sem concorrência em todo o mundo e com a deslocalização das suas indústrias sugando as vantagens dos salários baixos”.Na opinião do PCP o accionamento da cláusula de salvaguarda - medida prevista pela União Europeia que permite a restrição temporária das importações dos produtos têxteis e de vestuário - que pode ser feito até 2008 não é um fim em si mesmo, mas uma forma de permitir que nestes três anos o governo tome medidas que protejam o sector. “Três anos não são de desprezar”, afirmou o eurodeputado Pedro Guerreiro, que juntamente, com Sérgio Ribeiro, Pedro Silva e Luísa Ferreira, apresentaram o assunto em Torres Novas. Neste meio tempo o governo deverá criar linhas de crédito especiais, reduzir os custos da energia, dos transportes e das telecomunicações “assegurando uma maior folga financeira à indústria transformadora e facilitar os imperiosos processos de modernização e reestruturação que urge apoiar com outros meios e outra vontade política.”O problema da indústria têxtil era um dos temas da agenda de trabalho da Assembleia da República de ontem, quarta-feira, proposto pelo grupo parlamentar do PCP. Entretanto há algumas semanas que os comunistas encetaram uma campanha de recolha de assinaturas por todo o país, sob o lema “Defesa do sector têxtil nacional, antes que seja tarde – É preciso agir agora”.

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