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Cadeira do IPJ muito cobiçada

Cadeira do IPJ muito cobiçada

Mensagem forjada em nome da JS de Santarém

Uma mensagem forjada tentou lançar a confusão, no interior da JS, em torno da nomeação do delegado regional de Santarém do Instituto Português da Juventude.

Edição de 25.05.2005 | Política
Uma mensagem enviada por correio electrónico, em nome da concelhia de Santarém da Juventude Socialista, para a Federação Distrital do Partido Socialista e para alguns jornais locais e regionais está a causar algum desconforto nessas estruturas partidárias.Na mensagem enviada quinta-feira, que a JS de Santarém garante não ser da sua autoria, contesta-se a possível nomeação do militante da JS de Tomar, Hugo Cristóvão, para delegado regional do Instituto Português da Juventude (IPJ). E apresenta-se como “candidato disponível para ocupar o lugar” o militante da JS de Santarém, Miguel Pires.Filipe Gomes, coordenador da concelhia de Santarém da JS, diz não saber quem é o autor da mensagem, que classifica de “falsa”. E admite que a mesma gerou uma situação “chata” no interior da estrutura.Em comunicado conjunto emitido esta segunda-feira, a distrital e a concelhia de Santarém da JS dizem que não se substituem ao Governo em matérias da sua exclusiva competência. Mas manifestam o seu orgulho por terem no seu seio quadros técnicos e políticos como os dois visados, “com a devida competência para o desempenho de qualquer função de direcção na administração pública”.A JS Ribatejo e a concelhia de Santarém garantem ainda que vão “desenvolver todos os esforços no sentido de apurar os (ir)responsáveis pelo acto que levou a este esclarecimento”.Já o presidente em exercício da Federação Distrital do PS, Fernando Pratas, considera que se tratou de uma “manobra de bastidores” para prejudicar os dois militantes em causa e eventualmente beneficiar outros. “Mas não faço a mínima ideia de quem possa ter interesse em queimar esses nomes na praça pública”, diz.Fernando Pratas confirma que tem vindo a ser conversada a substituição do delegado regional do IPJ - função actualmente desempenhada pelo social-democrata Paulo Tavares – mas sem haver conclusões. Até porque a decisão pertence ao secretário de Estado da Juventude e Desporto. No entanto reconhece que nestas alturas “há sempre pessoas que ficam nervosas” e admite que seja uma dessas pessoas “a mandar esses nomes para a rua com o intuito de os queimar e de lançar a confusão”.Hugo Cristóvão, um dos visados, sabe que se fala dos possíveis nomes para ocupar a cadeira do IPJ em Santarém e mostra-se ele próprio disponível para essas funções. “Mas o processo está a decorrer e a decisão é do secretário de Estado”, ressalva, acrescentando que estranhou desde logo o conteúdo dessa mensagem em nome da JS de Santarém dado o bom relacionamento que mantém com essa estrutura.Recorde-se que actualmente o cargo de delegado regional do IPJ é ocupado em regime de substituição, enquanto não se implementa a há muito falada reestruturação orgânica. No tempo do Governo de António Guterres o cargo passou a ser ocupado através de concurso, tendo sido desempenhado por João Lérias. Posteriormente, o governo PSD de Durão Barroso voltou à nomeação política.
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