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Independentes recandidatam-se em Alcanena

Luís Azevedo e apoiantes não vão dar tréguas à concorrência

O movimento independente que governa o município de Alcanena parece ter vindo para ficar. Em Outubro, Luís Azevedo e apoiantes vão tentar repetir a retumbante vitória de 2001.

Edição de 25.05.2005 | Política
O presidente da Câmara Municipal de Alcanena, o independente Luís Azevedo, e a lista dos Independentes pelo Concelho de Alcanena (ICA) vão recandidatar-se nas próximas eleições autárquicas, garantiu a O MIRANTE o vice-presidente da câmara, Eduardo Marcelino. Luís Azevedo encontrava-se ausente do país e incontactável.As excepções aos cabeças-de-lista apresentados em 2001 vão surgir nas freguesias de Alcanena - onde Joaquim Neves se candidata pelo PS e a ICA concorre com o actual secretário Celestiano Mendrique - Minde e Moitas Vendas. Nestas autarquias, os Independentes pelo Concelho de Alcanena ainda não escolheram candidatos.A lista independente, liderada por Luís Azevedo, ganhou por maioria absoluta a câmara municipal - elegeu cinco dos sete vereadores que compõem o executivo, - a presidência da assembleia municipal, onde é igualmente maioritária com doze vogais e as sete juntas de freguesia a que concorreu. O movimento, formado na sua quase totalidade por elementos anteriormente ligados ao PS, surgiu por divergências com a federação distrital socialista que impôs Carlos Cunha, então presidente daquele órgão partidário, ex-governador civil do distrito de Santarém e ex-autarca de Alcanena, à presidência da Câmara de Alcanena. Um cargo que já na altura era desempenhado por Luís Azevedo, então eleito nas listas socialistas.Carlos Cunha havia renunciado à presidência da Câmara de Alcanena em 1995, a meio do mandato 1993-1997, quando foi nomeado governador civil de Santarém. Luís Azevedo, até então vice-presidente, assumiu o cargo. Em 1997, Azevedo encabeçou a lista socialista à presidência do mesmo município e ganhou por 51,5 por cento, mais 4,9 por cento que Cunha tinha obtido em 1993.Em meados de 2001, Luís Azevedo já tinha mostrado disponibilidade para se recandidatar pelo PS, mas Carlos Cunha, presidente da distrital socialista, afirmava que Azevedo não seria o candidato do PS e meses mais tarde ele próprio assumiu a sua candidatura à Câmara de Alcanena. Luís Azevedo não desistiu. Anunciou que concorreria como independente e fundou o movimento ICA. Na altura, Azevedo afirmava que a vitória “não era uma obsessão” e dizia que caso não ganhasse assumiria o seu cargo de vereador, enquanto Cunha fez constar, numa carta aberta enviada à população, que a derrota implica a sua retirada da vida política. O que veio a confirmar-se.Cunha não ocupou o lugar de vereador, tal como os dois socialistas que o seguiam na lista à câmara - Moisés de Jesus Morgado e Fernando José Ramos Gaspar – tendo a representação do PS no executivo sido assumido pelo quarto nome da lista, Fernanda Asseiceira, que é a candidata socialista à presidência do município.

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