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Unixira faz a ponte com as empresas

Unixira faz a ponte com as empresas

Depois de Vila Franca e Samora, a aposta no trabalho temporário será em Almeirim
Edição de 25.05.2005 | Xira Expo
Edson é um operário habituado a trabalhar com a Unixira-empresa de cedência de trabalho temporário. Quando entra nas instalações da Rua Serpa Pinto, em Vila Franca de Xira, a funcionária Patrícia sorri e dá-lhe os bons dias. O trabalhador vem procurar informações sobre oportunidades de trabalho. A situação repete-se dezenas de vezes ao longo do dia. Pelo telefone ou directamente nas instalações, a empresa recebe novos candidatos a integrar as suas listas.Na base de dados da Unixira estão quase 400 trabalhadores. Os candidatos foram seleccionados depois de uma entrevista e duma análise pormenorizada das suas condições. A difícil tarefa fica por conta de Marta Sampaio, a responsável pelos recursos humanos.A Unixira tem instalações em Vila Franca de Xira, Samora Correia e, brevemente, vai abrir em Almeirim. A sociedade faz a ponte entre as empresas e os trabalhadores há mais de oito anos. A localização foi estratégica e procura estar perto dos actuais e potenciais clientes.Os sócios gerentes, Nuno Barbosa e João Madeira assumem a gestão comercial e passam o dia a fazer contactos e a visitar as empresas que compram os seus serviços. A maioria dos clientes da Unixira é empresas multinacionais que encontram no trabalho temporário uma solução flexível e adaptada às suas necessidades.A Unixira assume todos os encargos com o trabalhador e a empresa contratante só tem de se preocupar em pagar o valor acordado. “É uma boa solução porque há empresas que precisam dos trabalhadores em períodos de tempo alternados e se os tivessem nos seus quadros teriam custos permanentes”, refere João Madeira.Do lado do trabalhador, a vantagem é poder escolher as tarefas a desempenhar e o local onde trabalha. A ideia do emprego para toda a vida está cada vez mais afastada e há mesmo operários que preferem trabalhar com as empresas de trabalho temporário. “Temos pessoas que trabalham connosco há quatro anos”, explica Nuno Barbosa, um dos sócios gerentes.Mas o trabalho temporário pode ser também uma forma de valorização do trabalhador e uma oportunidade para alcançar um emprego. “Já tivemos trabalhadores nossos que agradaram tanto que foram absorvidos pelas empresas de acolhimento e agora estão nos seus quadros”, sublinha Nuno Barbosa. A Unixira trabalha também com quadros superiores, mas a maioria dos contratados são trabalhadores indiferenciados e operários especializados. Nestes últimos, a dificuldade de recrutamento é maior. Nuno Barbosa e João Madeira lamentam não haver uma aposta nos cursos técnicos e especializados na região. Depois de uma forte procura dos imigrantes brasileiros, africanos e da Europa de Leste, hoje a maioria dos trabalhadores inscritos são portugueses e uma boa parte já com mais de 40 anos. “As pessoas quando ficam desempregadas dirigem-se ao centro de emprego e à Unixira”, explica Marta Sampaio. O funcionamento da empresa é assegurado por sete colaboradores.A Unixira mantém uma relação próxima das comunidades onde se insere e apoia a sua vida associativa e as suas instituições. “Temos de estar perto das pessoas”, remata Nuno Barbosa. A empresa considera que a publicidade é um investimento com retorno mas a melhor arma para conquistar novos clientes é a satisfação dos trabalhadores e das empresas que procuram os seus serviços.
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