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Ir à luta com poucas expectativas

CDU de Tomar apresentou cabeça de lista às próximas eleições autárquicas

Sílvia Serraventoso é a candidata da CDU à Câmara de Tomar. Na apresentação da candidatura admitiu não ir à luta com muitas expectativas.

Edição de 08.06.2005 | Política
A candidata da Coligação Democrática Unitária (CDU) à presidência da Câmara de Tomar, Sílvia Serraventoso, diz estar consciente de ter chegado a altura “de dizer basta” e “devolver o concelho aos seus habitantes”, mas admitiu não ir à luta com muitas expectativas. Talvez pelo facto de a coligação ter perdido votos nas últimas eleições autárquicas e de não ter conseguido manter o único vereador de que dispunha no executivo de maioria PSD.A apresentação da candidatura decorreu quinta-feira, 2 de Junho. Na altura, Sílvia Serraventoso afirmou que a coligação liderada pelos comunistas é a única alternativa válida para o futuro de Tomar – “por manifesta falta de capacidade do maior partido da oposição (PS), cujos membros preferem digladiar-se e apunhalarem-se a ter uma atitude agregadora”.Num documento entregue aos apoiantes, os candidatos da CDU às autárquicas dão prioridade à fixação de jovens no concelho, adiantando que Tomar perdeu 5,9 por cento da população entre 1981 e 2001, particularmente nas faixas etárias até 14 anos (menos 39 por cento) e dos 15 aos 24 anos (diminuição de 25 por cento).“Quando os filhos da terra não têm emprego na cidade que os viu nascer algo vai mal. Um concelho onde isto acontece é um concelho em morte lenta, em agonia”, ressalvou Bruno Graça, candidato a presidente da assembleia municipal.Apesar de não ser filiado em qualquer partido, o actual presidente da Associação Filarmónica Gualdim Pais afirmou que não está ali como independente mas como “comprometido” com um projecto que considera ser o mais consistente para o futuro do concelho.Bruno Graça falou do projecto que há quase uma década foi aprovado na assembleia municipal e que ficou até hoje na gaveta. Na altura aprovou-se um modelo de desenvolvimento para Tomar que assentava em dois pressupostos – tornar Tomar numa cidade residencial e cultural.“A cultura continua a ser avulsa, sem qualquer profissionalização. Não basta trazer cá grandes nomes da área durante meia hora, têm de se construir infra-estruturas físicas para uma orquestra ou uma ópera, por exemplo”, disse o candidato.Para Bruno Graça o conceito de cidade residencial também falhou até hoje. “Basta ver os preços das habitações”, ressalvou. Por isso a CDU definiu uma nova estratégia para Tomar, que tem como principal prioridade a criação de emprego e a fixação da população.Intervenções no rio Nabão, na floresta e na indústria de madeira, na aposta na mobilidade e na reestruturação da educação, na urbanização e habitação são algumas das propostas da CDU apresentadas.Sem equipa à câmara ainda formada, a CDU confirmou apenas as recandidaturas dos presidentes das juntas de freguesia de Paialvo (Custódio Ferreira) e de Carregueiros (José Serra).

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