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À conquista de Espanha

Novo Prime privilegia a internacionalização e a inovação tecnológica

O Governo quer que as empresas nacionais partam em força à conquista de Espanha. Para isso pôs à disposição dos empresários 1,5 mil milhões de euros, através do novo programa Prime.

Edição de 20.07.2005 | Economia
Chegou o “Plano Pinho”. À semelhança do que os socialistas já tinham feito em executivos anteriores, com o plano de redução das dívidas ao fisco (o célebre Plano Mateus), o Governo veio na terça-feira, 12 de Julho, a Santarém anunciar milhões aos empresários. Desta vez não para pagarem dívidas mas para investirem em inovação, modernização e internacionalização.Este é o triângulo estratégico onde assentam os novos pressupostos do Prime, o programa de incentivos à modernização da economia que, após anos de interregno, os empresários da região de Lisboa e Vale do Tejo vão ter também acesso.Os 1,5 mil milhões do Prime, anunciados pelo ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, obedecem no entanto a algumas premissas. As empresas que apresentarem candidaturas de modernização e inovação de actividades e procedimentos e na internacionalização serão as grandes privilegiadas no acesso ao financiamento estatal.Espanha é o mercado eleito pelo Governo para a internacionalização dos produtos made in Portugal. A aposta é tão ambiciosa que Manuel Pinho classificou mesmo o país vizinho como “o nosso novo mercado interno”. E ressalvou que as empresas que estenderem a sua actividade à Península Ibérica receberão “mais e melhores apoios”.Assumindo esta prioridade do Prime, o ministro da Economia e da Inovação apontou as restantes – a definição de uma estratégia orientada para o crescimento com base no plano tecnológico e o plano tecnológico propriamente dito, assente na inovação, na competitividade e na qualificação dos recursos humanos.Do total dos recursos financeiros envolvidos – 4,7 mil milhões de euros de investimento, dos quais 1,5 mil milhões serão de financiamento público, através do Prime – o Governo prevê que a grande fatia (55 por cento) seja canalizada para a inovação, desenvolvimento e internacionalização das empresas.Segundo as contas de Nelson Souza, gestor do programa de incentivos à modernização da economia nacional, cerca de 1,458 mil milhões de euros (31 por cento) serão destinados à diversificação e eficiência energética, particularmente no que respeita à energia eólica.A formação, com 435 milhões de euros (nove por cento do total) e as parcerias e actividade de suporte (cinco por cento) serão sectores da economia onde o Prime irá também incidir.Relativamente à reposição dos incentivos em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, Nelson Souza explicou que as novas medidas do Prime pretendem colocar a região em igualdade de circunstâncias com o resto do país, nomeadamente ao nível do que chamou de rede de suporte ao investimento.Ou seja, das infra-estruturas e escolas tecnológicas, das associações empresariais e dos projectos em parceria com privados.Uma situação que o presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) aplaudiu. Elogiando a “coragem e determinação” deste Governo, que ao contrário dos outros fez eco das reivindicações dos empresários da região, José Eduardo Carvalho aproveitou no entanto a presença do ministro para fazer dois apelos.“Não permita que a diminuição do défice público continue a ser feita com aumento dos impostos”, solicitou o presidente da Nersant, ao mesmo tempo que “convidava” Manuel Pinho e toda a sua equipa ministerial a saírem dos gabinetes e a percorrerem o país.Só assim, disse, o Governo repõe os níveis de confiança dos empresários nacionais.

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