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PS absoluto na Câmara de Coruche

PS absoluto na Câmara de Coruche

Empate com oposição na assembleia municipal e nas juntas de freguesia
Trezentos e vinte e cinco votos a mais do que em 2001 chegaram para o PS conquistar pela primeira vez a maioria absoluta na Câmara de Coruche. Com 45,08 por cento (5.129 votos), os socialistas alcançaram o quarto mandato na autarquia, num executivo com sete elementos – a CDU tem os restantes 3. Além de Dionísio Mendes, o PS elegeu Joaquim Serrão, Francisco Oliveira e Nelson Galvão.A CDU foi a grande derrotada da noite. Não só não conseguiu conquistar a câmara como não evitou que os socialistas arrecadassem a maioria absoluta. A coligação liderada pelos comunistas quedou-se pelos 38,40 por cento (4.369 votos), menos 129 votos que há quatro anos. Rodrigo Catarino e António Soares acompanham Ricardo Raposo no executivo.Os partidos do centro-direita também têm poucos motivos para festejar. Tanto PSD como CDS-PP perderam votos face a 2001, com os social-democratas a não conseguirem eleger Manuel Sombreireiro e a ficarem sem representação na autarquia. O partido laranja ficou-se pelos 10,46 por cento, o que significa menos 185 votos que em 2001. Os centristas não fizeram melhor que somar 193 votos no concelho, o que corresponde a 1,7 por cento. Uma descida de 58 votos face há quatro anos que torna o partido ainda mais residual.Em matéria de freguesias, o PS conquistou a Erra à CDU por 15 votos. Os socialistas consolidaram lideranças em Lamarosa, Santana do Mato e Coruche, enquanto a CDU manteve a hegemonia no Couço, Biscainho, Branca e Fajarda.Na assembleia municipal Luísa Portugal (PS) poderá continuar presidente, dependendo do posicionamento do PSD e da CDU. PS e CDU ficaram com 13 vogais cada, enquanto o PSD será o fiel da balança, com três elementos eleitos.Na sede de campanha do PS a contagem de votos foi seguida com atenção, enquanto o cabeça de lista e presidente do município, Dionísio Mendes, ficou nos paços do concelho. Cerca das 22h00, contente mas não eufórico, o autarca saiu da câmara com a certeza de que tinha a maioria absoluta. “Foi uma vitória que não foi fácil mas sim arrancada a ferros. Tivemos uma oposição muito aguerrida durante o mandato, de constante bota-abaixo, o que até nos ajudou à vitória”, referiu.Dionísio Mendes realçou a conquista do quarto mandato que permitiu alcançar a maioria absoluta no executivo municipal, além das vitórias destacadas na Lamarosa, Santana do Mato e Coruche e a conquista da Erra.“É uma vitória de Dionísio Mendes, de António Venda, de Joaquim Banha e de todos quantos deram o máximo. Porque Coruche merece e, como disse na campanha, contra obras não há argumentos”, lembrou. Na sede do PCP, base da CDU, o clima não parecia derrotista cerca das 22h30, quando se começaram a ouvir as primeiras buzinadelas dos carros da caravana socialista que seguiu para Foros de Coruche, Erra, Lamarosa e Santana do Mato.O candidato da CDU, Ricardo Raposo, era um homem calmo e, em declarações a O MIRANTE, reconheceu a derrota e felicitou Dionísio Mendes pelo triunfo, adiantando que não estava à espera daquele desfecho. “Talvez não tenhamos conseguido passar a mensagem. Para já, e a quente, ainda não encontramos explicação para os resultados. Uma das hipóteses é que os votos do PSD tenham transitado para o PS, com a perda do vereador social-democrata”, analisou.O candidato da CDU salientou o resultado obtido para a assembleia municipal, inferindo que os eleitores querem que a CDU continue a fiscalizar a acção do executivo municipal. Ricardo Carreira
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