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Procura energética deve duplicar nesta década

Transportes responsáveis pela maior parte da energia consumida
Edição de 23.11.2005 | Economia
A procura energética em Portugal deverá crescer 137 por cento até 2010, mais do dobro do que se verificou na última década, afirmou sexta-feira um responsável da EDP numa conferência sobre conservação de energia.Entre 1990 e 2002, o aumento da procura energética atingiu 61 por cento, mas a expectativa de crescimento para 2010 é de 137 por cento, disse António Neves de Carvalho num seminário organizado pela associação ambientalista Quercus para discutir questões relacionadas com eficiência energética e energias renováveis.Um ritmo que não é acompanhado pelo do crescimento da eficiência energética que aumentou 17 por cento entre 1990 e 2002, mas só deverá crescer 29 por cento até 2010.O crescimento do consumo de energia vai ter um impacto significativo nas emissões de gases com efeito de estufa, com destaque para o dióxido de carbono, que se estima deverão aumentar 65 por cento no sector eléctrico até 2010, salientou o engenheiro.Por outro lado, a intensidade energética (quantidade de energia necessária para criar riqueza) em Portugal aumentou sete por cento entre 1995 e 2000, contrariando a tendência europeia que tem vindo a reduzir a intensidade e o desperdício de energia.“Estamos a aproximar-nos dos padrões europeus a nível de consumo, mas o nosso tecido industrial baseia-se em tecnologias que geram pouco valor acrescentado”, justificou o especialista da EDP.Embora o sector dos transportes represente ainda a maior fatia de gastos energéticos no nosso país, o sector dos edifícios tem vindo a ganhar cada vez mais peso.Na Europa, o sector dos edifícios é responsável por cerca de 40 por cento da energia consumida, com 12 por cento do consumo registado no sector residencial.Em Portugal, os edifícios absorvem actualmente cerca de um terço da energia produzida, com quatro por cento de gastos no segmento residencial, mas este valor deverá aumentar nos próximos anos devido à tendência de procura de maior conforto.É necessário por isso, frisou António Neves de Carvalho, “mudar a ineficiência do consumo ao nível residencial”.A Entidade Reguladora dos Sectores da Electricidade e Gás Natural (ERSE) tem em curso um Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica para o período de 2006-2008.A proposta deverá ser tornada pública em Fevereiro de 2006 e estará em consulta pública no mês seguinte.Lusa

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