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Produção de beterraba com fim anunciado

Edição de 23.11.2005 | Economia
Portugal vai votar contra a proposta comunitária para a reforma do sector do açúcar se esta não der aos agricultores a possibilidade de dedicarem a outras culturas além da beterraba, afirmou em Bruxelas o ministro da Agricultura.“Se a proposta se mantiver tal como está, Portugal não pode fazer outra coisa do que votar contra. Esta proposta vai no seguimento de outras anteriores, em que se davam ajudas desligadas da produção e não se dá aos agricultores a possibilidade de produzir culturas alternativas”, afirmou Jaime Silva à entrada do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia (UE).Para Portugal, “um compromisso que mantenha este bloqueio (de não permitir outras culturas) é um mau compromisso”, exigindo por isso “condições para que a agricultura portuguesa tenha alternativas, acrescentou.Em causa está a proposta comunitária que pressupõe a redução dos preços de referência da beterraba (sacarina) e da cana-de-açúcar que chegam aos 42 por cento, compensações aos produtores de 60 por cento pela perda de receitas, um plano de reconversão voluntário para incentivar o abandono e um fundo de reestruturação para as fábricas que fechem as portas, o que poderá acontecer à empresa que labora em Coruche.Outras das consequências da proposta é o fim quase certo da produção de beterraba no país, razão pela qual o governante exige alternativas.Em Portugal existem cerca de 800 produtores de beterraba sacarina, que produzem anualmente cerca de 70.000 toneladas, a quota nacional.A proposta actualmente em análise, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Beterraba (Anprobe), põe em causa mais de 1.500 postos de trabalho, directos e indirectos.Lusa

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