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As Assembleias Distritais e a inércia dos políticos

Edição de 23.11.2005 | O Mirante dos Leitores
Nesta questão das Assembleias Distritais, transcendente continua a ser o comportamento irreflectido dos autarcas e dos sucessivos governantes que preferem adoptar uma atitude de ostensiva indiferença perante um problema que já se arrasta há várias décadas, porque não têm coragem de assumir uma atitude política frontal: rever o artigo 291.º da Constituição e acabar, definitivamente, com estas estruturas híbridas da nossa administração pública local. Sendo certo que estas estruturas são desconhecidas para o comum dos cidadãos, não colhem o interesse dos autarcas e apenas têm merecido do Governo um ostracismo aviltante, que só desprestigia a nossa Administração Pública, não nos podemos esquecer que essa situação se deve, exclusivamente, à irresponsabilidade dos seus membros e à conivência passiva da própria Assembleia da República.Alguém se lembra que, apesar desta inércia dos políticos, mercê do empenho dos seus trabalhadores, existem nove Assembleias Distritais que, a nível nacional, asseguram serviços de méritos reconhecidos para as populações dos respectivos distritos? Se a solução é praticar a eutanásia institucional, que ela seja feita de uma forma digna, sobretudo em respeito pelos trabalhadores que existem nestes organismos e a quem cabe a ingrata tarefa (à qual estão presos por obrigação e não por opção voluntária) de manter em funcionamento estruturas que todos afirmam mortas mas a quem ninguém quer fazer o enterro.Ermelinda Toscano

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