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Capital Europeia de quê?

Edição de 23.11.2005 | O Mirante dos Leitores
Para uma cidade como Tomar que aqui há uns anos traçou como meta ser Capital Europeia da Cultura deve ser um rude golpe ficar sem uma sala de cinema a funcionar.Compreendo que o Cine-Templários, sendo uma sala comercial, não tenha qualquer obrigação de continuar a dar cinema se o negócio deixou de ser rentável. Ao mesmo tempo e embora as câmaras municipais tenham responsabilidades no campo cultural não sei até que ponto isso obriga a autarquia de Tomar ir a correr passar filmes no Cine-Paraíso.Acredito que seja possível uma cidade ser Capital Europeia ou Nacional da Cultura sem que por ela costumem passar eventos culturais. No reino do dinheiro e do lucro bastará acenar com facilidades e molhos de notas a qualquer organização para ela vir a correr.Digam que é tudo de borla, arranjem salas bem preparadas e alojamentos à maneira e a candidatura está logo na primeira linha. Mas quem tiver bom senso perceberá que uma cidade sem tradição cultural não pode dar uma boa Capital da Cultura, seja europeia ou nacional.Tomar tem que fazer mais pela cultura. E fazer mais não é ir a correr passar filmes só porque a sala comercial fecha as portas. A câmara municipal e algumas associações têm feito um esforço mas a sensação que se tem é que é tudo um pouco desgarrado. Haverá alguma possibilidade de unir os vários agentes culturais na elaboração de uma ideia estratégica e concertada? E porque é que isso não foi feito à mais tempo? Por causa de guerras de capelinhas? Bom, se foi por causa de guerras de capelinhas então é melhor uma candidatura a Capital Europeia do catolicismo, ou coisa que ou valha. Carlos Rodrigues Monge

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