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Auto-estrada com tráfego abaixo do previsto

Números apresentados pela Scutvias

A Auto-Estrada da Beira Interior (A23), que liga Abrantes à Guarda, tem menos 17,3 por cento de tráfego médio diário que o previsto pela concessionária, disse à Agência Lusa Matos Viegas, administrador delegado da concessionária Scutvias.

Edição de 30.11.2005 | Economia
Os números são relativos a Outubro e “nesta altura da exploração prevíamos ter um tráfego médio diário de 13.600 viaturas”, referiu aquele responsável.Pelas contas da concessionária, circulam na auto-estrada menos 2.300 veículos por dia que o previsto pela Scutvias.Uma situação que aquele responsável justifica com “a conjuntura económica do país e até mesmo à escala europeia”.Apesar de tudo, até agora há um crescimento do tráfego anual de cerca de 3,5 por cento na A23 em relação a 2004. “Os números começaram a baixar, sobretudo, desde o último mês de Julho”, referiu.Na pior das hipóteses, “estamos arriscados a ter o mesmo tráfego que no ano passado”, adiantou.Matos Viegas explica que as quebras de tráfego não correspondem directamente a igual percentagem de quebra de receitas, pagas pelo Estado, “porque a fórmula de pagamento obedece a estratificações do tráfego”.Ainda assim, “uma quebra é sempre má, porque a exploração em regime SCUT (Sem Custos para Utilizador) baseia-se numa previsão de tráfego. Se não a atingirmos, podemos vir a perder dinheiro”, explica Matos Viegas.Actualmente, “estamos a conseguir compensar as contas com uma gestão apertada”, sublinha.“Por outro lado, lançamos acções para promover o uso da auto-estrada, bem como para promover eventos regionais, que atraiam mais visitantes”, explica.Seja como for, a situação “não põe em causa o contrato firmado com o Estado português, nem põe em causa a existência da A23”.“Esta ligação nunca foi justificada pelo tráfego, mas sim com a necessidade de desenvolvimento do Interior do país”, concluiu.Lusa

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