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Junta de Pernes a meio gás

Forças políticas ainda não chegaram a acordo quanto à composição do executivo

Esta quarta-feira decorre uma reunião para se tentar ultrapassar o impasse.

Edição de 30.11.2005 | Política
O executivo da Junta de Freguesia de Pernes encontra-se a funcionar sem secretário e tesoureiro e a assembleia de freguesia ainda não tem presidente e secretários eleitos. Tudo porque as três candidaturas que elegeram representantes para a Assembleia de Freguesia de Pernes ainda não se conseguiram entender, apesar das eleições autárquicas já terem decorrido há quase dois meses. Esta quarta-feira, 30 de Novembro, há uma reunião entre os elementos da CDU (que detém a presidência da junta), do PS e do movimento independente MIP onde se vai tentar chegar a uma solução. Recorde-se que nenhuma força política tem maioria absoluta na assembleia de freguesia, o que está na origem do actual cenário. Actualmente o executivo da junta é apenas composto pelo presidente, José Viegas (CDU), eleito directamente por ser o primeiro da lista mais votada em 9 de Outubro. Os restantes vogais continuam por eleger. Tal como a mesa da assembleia.A única tentativa, até à data, para eleição dos restantes dois elementos do executivo da junta - que são eleitos pela assembleia de freguesia - foi feita no dia 24 de Outubro. Na altura, o presidente da junta propôs para a sua equipa o nome de Adélia Veneno (número dois da lista da CDU e braço direito de Viegas no anterior mandato), mas o nome foi rejeitado na assembleia por votação secreta – com 5 votos contra e 4 a favor. José Viegas decidiu então não apresentar mais nenhuma proposta e deu por finda a reunião. Inicialmente, o presidente da junta pretendia que o executivo fosse composto na sua totalidade por elementos da CDU. O que não foi aceite pelo PS e pelo MIP.Para tentar ultrapassar o impasse, José Viegas já admite a atribuição de um lugar no executivo a uma dessas forças e também um dos três lugares na mesa da assembleia de freguesia, que poderá ser inclusivamente o da presidência. Para isso vai tentar chegar a acordo com uma das forças políticas da oposição.Refira-se que a Assembleia de Freguesia de Pernes – onde são eleitos os restantes membros da junta - é composta por 4 elementos da CDU, 3 do Movimento Independente de Pernes e 2 do PS.O Partido Socialista, em carta aberta dirigida ao presidente da Junta de Pernes, acusa José Viegas de não ter manifestado até agora “qualquer envolvimento pessoal tendente a resolver a situação irregular da junta de freguesia”. E manifesta a sua “disponibilidade para integrar um executivo que seja composto pelas três forças políticas que compõem a assembleia de freguesia”.Os socialistas dizem ainda que não acham normal que José Viegas esteja a governar a freguesia sem secretário e tesoureiro e que o órgão fiscalizador da junta esteja paralisado, pois falta também eleger o presidente e os secretários da assembleia de freguesia.José Viegas responde ao PS dizendo que um executivo tripartido não reflectiria o resultado das eleições e que há quem queira “transformar derrotas em vitórias”.O autarca acrescenta que não está a exorbitar funções e que a junta se encontra a funcionar dentro da legalidade. Embora reconheça os inconvenientes que decorrem da actual situação. A autarquia encontra-se em gestão corrente e só podem ser tomadas decisões de fundo perante casos inadiáveis.

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