uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Marcha sindical de Vila Franca até à porta do Primeiro-Ministro

Edição de 30.11.2005 | Política
A União de Sindicatos de Lisboa (USL) promoveu, na quinta-feira, 24 de Novembro, uma jornada de luta em forma de marcha, para protestar contra as medidas propostas pelo governo que, segundo os sindicatos, agravam as condições de vida dos desempregados. A marcha teve origem em Vila Franca de Xira e na Amadora, terminando junto da residência oficial do Primeiro-Ministro.“Ao contrário do que foi prometido não foi o emprego que aumentou mas sim o desemprego”, acusam os sindicatos que realizaram a marcha, cujo trajecto só em alguns percursos foi feito a pé, sendo os participantes transportados de autocarro até ao campo das Cebolas, em Lisboa, de onde seguiram para o Rossio, ao encontro dos participantes oriundos da Amadora.Após o almoço, o cordão humano formado por activistas sindicais e desempregados seguiu até à residência oficial do Primeiro-Ministro, para perguntar ao governo “onde estão os 150.000 postos de trabalho prometidos”Segundo os promotores da marcha, em cada dia que passa 57 trabalhadores ficam sem trabalho, sustentando que “o Governo pretende alterar, para pior, as condições de atribuição do subsidio de desemprego”, e acusam o Governo de querer obrigar os desempregados a aceitar a primeira oferta de emprego sob pena de perderem o subsidio.A região não escapa ao flagelo do desemprego. “Nós ainda não temos os números concretos mas já sabemos que aumentou o número de desempregados no concelho de Vila Franca de Xira”, disse a O MIRANTE Rosa Saúde, coordenadora da Delegação de Vila Franca de Xira da USL, momentos antes de iniciar a marcha. A responsável adiantou que os desempregados com idade mais avançada sentem sérias dificuldades em arranjar um posto de trabalho, dando como exemplo as empresas de cedência de mão de obra, que só aceitam inscrições de trabalhadores até aos 40 anos. “Se tiver mais, nem a ficha de inscrição entregam. Essa é a realidade que nós temos”, remata a sindicalista. De acordo com a União de Sindicatos de Lisboa, actualmente o desemprego atinge mais de 100 mil trabalhadores no distrito.

Mais Notícias

    A carregar...