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Nova Vila Franca gera confusão

BE desconfia das intenções do promotor

O BE votou contra a suspensão do PP nos terrenos da Nova Vila Franca e lançou a confusão na assembleia municipal. Rosinha garante que a mega urbanização é uma mais valia para o concelho.

Edição de 30.11.2005 | Política
A suspensão do Plano de Pormenor (PP) nos terrenos da Lezíria das Cortes onde irá nascer uma urbanização com cerca de 2000 fogos, um parque urbano e desportivo, vários equipamentos colectivos, incluindo a sede do município e o novo tribunal, foi aprovada pela assembleia municipal com dois votos contra do BE e uma longa polémica.Na apresentação do ponto, o vereador João Luís Lopes (PS) considerou que a mudança seria pacífica e explicou que estava em causa apenas abdicar do plano exigido ao promotor em 1994 e aplicar outra figura de planeamento, uma proposta de loteamento.O deputado municipal Carlos Patrão (BE) acusou a câmara de estar a ceder ao promotor da Nova Vila Franca e alertou para os riscos da alteração, considerando que a proposta de loteamento é uma figura menos exigente e rigorosa.“A Obriverca decidiu que não quer o PP e a câmara aceita. Não nos parece legítimo e pedimos que seja justificado o abandono do PP”, disse. O autarca chegou mesmo a pedir o adiamento da deliberação, mas a assembleia considerou ter condições para ratificar a proposta que já havia sido aprovada por unanimidade na câmara.A presidente da câmara reagiu com dureza às suspeitas lançadas pelo autarca bloquista e exigiu que fundamentasse as insinuações. Maria da Luz Rosinha (PS) afirmou que a deliberação da assembleia “não compromete a câmara a autorizar nada naquela zona”. A edil frisou que qualquer intervenção terá de respeitar as condicionantes do Plano Director Municipal (PDM) e do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML). “Entre o rio e a estrada, nada será construído”, garantiu a autarca com base num parecer do Instituto Nacional da Água (INAG) que afasta as construções da frente ribeirinha.O presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, José Fidalgo (PS), defendeu que não se devem defraudar as expectativas criadas aos proprietários dos terrenos, há mais de 10 anos. O autarca considerou que a nova urbanização, a que recusa chamar “Nova Vila Franca”, será uma mais valia para a freguesia e para a região.Dulce Arrojado (CDU) manifestou alguns receios de que a proposta de loteamento não acautele aspectos importantes da defesa do ambiente envolvente, mas a bancada comunista acabou por votar a favor da suspensão do plano de pormenor.Carlos Patrão (BE) manifestou estranheza pela posição de algumas bancadas que ao aprovarem a medida “contrariaram os discursos brilhantes de defesa do ambiente feitos na campanha eleitoral”. A posição do eleito bloquista mereceu duras críticas de todas as bancadas, especialmente do PS e PSD/CDS-PP.Nelson Silva Lopes

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