“Quinta do Alqueve” reconhecido internacionalmente
Vinhos de Alpiarça ganham fama
A Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, de Alpiarça, propriedade da família Cunha, viu um dos seus vinhos ser distinguido recentemente nos EUA. O “Quinta do Alqueve”, casta tradicional de 2002, foi considerado pela crítica como um dos melhores vinhos portugueses a nível internacional.
A Sociedade Agrícola Pinhal da Torre situa-se na Estrada Nacional 118, à saída de Alpiarça, na direcção da Chamusca. O MIRANTE visitou a adega onde é feita toda a produção vinícola e falou com Francisco Cunha ( filho), um dos proprietários desta Sociedade. Durante a conversa o empresário falou-nos dos projectos da família para a expansão do negócio que passa em grande parte pela abertura ao público da Adega e pela concretização de outros negócios ligados ao turismo. A empresa agrícola explora cerca de 60 hectares de vinha, situada em terrenos de charneca. Cerca de noventa e cinco por cento da produção é feita a partir de cepas com menos de onze anos. A produção de vinho tinto é também muito significativa, representando mais de noventa por cento da produção.Francisco Cunha disse a O MIRANTE que a escolha das castas obedeceu a um estudo de mercado de forma a que a empresa possa ser cada vez mais reconhecida a nível nacional e internacional“Trabalhamos todos os dias para nos podermos diferenciar. Apostamos sobretudo na qualidade da nossa produção vinícola para termos reconhecimento também, internacionalmente”, salientou Francisco Cunha, referindo igualmente o facto de alguns vinhos da Quinta do Alqueve já terem começado a ganhar esse prestígio.“Neste momento a produção é de cerca de 250 mil garrafas anos o que representa metade da produção vinícola”. Francisco Cunha explicou ainda que o vinho engarrafado representa apenas metade da produção, o que vai sendo suficiente para satisfazer as encomendas. O restante é vendido para os armazenistas e consumido no mercado nacional.Para responder às exigências a que obriga a produção de um bom vinho o administrador da Quinta do Alqueve explicou que alguns dos segredos derivam da chamada poda em verde, que consiste na eliminação de uma parte da produção da cepa. A vindima é feita apenas da parte da manhã e à mão. Quando chegam à adega as uvas são ainda sujeitas a uma escolha criteriosa de forma a que na produção do vinho não entre uma uva podre ou verde.A Adega onde é produzido o Quinta do Alqueve tem as mais modernas tecnologias para a produção de vinho, um investimento de muitos anos que é o orgulho da empresa familiar de Francisco Cunha. A propósito da nomeação do Quinta do Alqueve pelo crítico de vinhos Robert Parker Francisco Cunha mostrou satisfação e disse que é um reconhecimento que pode abrir mais mercados internacionais para os vinhos de Alpiarça. Explicou ainda que o vinho referenciado é um dos da gama mais alta da produção vinícola da Quinta havendo mais quatro ou cinco que podem ser considerados de maior ou igual valor.“Este vinho que foi classificado é de 2002. Neste momento estamos a vender vinhos do ano de dois mil a dois mil e dois. Ainda não vendemos uma única garrafa da colheita de 2003. Quanto ao vinho das colheitas de 2004 e 2005 ainda está todo em armazém. Para garantir uma boa qualidade dos vinhos só engarrafamos cerca de um ano e meio depois da produção e o vinho nunca sai da adega com menos de seis meses de estágio na garrafa” UM PROJECTO TURÍSTICO A MEDIO PRAZOA Adega do Pinhal da Torre está em fase de remodelação. O próximo grande objectivo desta sociedade agrícola, a médio prazo, é investir na remodelação da sua adega para torná-la num ponto de turismo. Francisco Cunha salientou que a sua família pretende construir um projecto que faça a diferença na região. “Queremos remodelar toda a adega em termos de imagem. O nosso objectivo é construir um museu para as pessoas poderem visitar e perceberem como é feito e produzido o vinho que consomem”. Apesar da vontade de construir um museu, que seja um importante ponto turístico, o empresário tem consciência que um projecto desta dimensão não é fácil de concretizar. “Existem poucas ajudas. O investimento financeiro é todo feito por nós o que torna mais difícil levar por diante este projecto, embora estejamos confiantes na concretização da obra”, referiu.
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