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A base do motocross

Troféu Rómoto atrai anualmente uma centena de novos praticantes

Jorge Ró é o que se pode chamar um verdadeiro resistente. Aos 49 anos, um quarto de século depois da primeira corrida que disputou, ainda corre no campeonato nacional de 125 cc. Há sete anos criou o Troféu Rómoto, onde a maior parte dos pilotos se inicia no motocross.

Edição de 15.02.2006 | Desporto
Quando há seis anos criou o Troféu Rómoto, Jorge Ró era dos poucos que acreditava que este campeonato privado e amador viria, pouco tempo depois, a assumir-se como uma das principais provas de motocross em Portugal.O facto é que o tempo deu-lhe razão e na edição passada, 2005, o troféu contou com centena e meia de inscritos, número que deverá ser ultrapassado este ano.No domingo, na pista de Frade de Baixo, Alpiarça, realizou-se a primeira das provas marcadas para esta época, em que estiveram presentes cerca de 130 pilotos, divididos por seis classes consoante a idade dos pilotos e a cilindrada das motos.O Troféu Rómoto é uma espécie de ponto de partida para quem pretende competir na modalidade de motocross. É um campeonato privado, aberto a praticamente todos os detentores de licença desportiva da Associação de Motocross de Portugal, uma entidade promotora de desporto criada para o efeito.As excepções são os melhores pilotos dos campeonatos nacionais dos dois anos anteriores, que não podem participar Uma restrição que se destina a proporcionar aos mais novos a possibilidade de lutarem pelos primeiros lugares, propiciando assim uma maior competitividade. O piloto que vencer a classe Elite do troféu em dois anos consecutivos fica também impossibilitado de participar nos dois anos seguintes.A imagem de marca do Troféu Rómoto é o seu recheado programa de corridas. Em cada prova, o público pode ver mais de uma centena de pilotos com idades compreendidas entre os 4 e os 55 anos a competirem em seis classes diferentes (Minis 50, Minis 65, Cadetes 85, 125, 250 e Elite).As provas começam sempre às 13h30 e até às 17h30 – 18h00 há sempre corridas. “Pode não haver os melhores pilotos mas há muitos picanços e muita competição”, garante Jorge Ró. É por isso que apesar de amador, o troféu tem sempre muita gente a assistir.Ao contrário de outros exemplos, aqui amadorismo não quer dizer falta de organização. Ró Jr., filho de Jorge, é o director da prova e há mais três pessoas para tratarem da parte logística das corridas.Para instituir o troféu, Jorge Ró apostou no acompanhamento dos motoclubes e dos pilotos. Por várias vezes foi ele que juntou meia dúzia de elementos de uma determinada localidade para formarem um motoclube ou uma secção de motocross. O seu objectivo é que as organizações “encham o saco”. A Rómoto trata da parte logística, cronometragem, bandeiras, direcção técnica, grelhas de partida e entrada dos pilotos para a grelha. A organização só se preocupa com a cobrança de bilhetes.Os patrocínios que consegue junto dos importadores de material técnico para motocross ajudam a suportar parte dos custos. Para se ter uma ideia, um clube que organize uma prova do Troféu Rómoto paga 3.500 euros, enquanto uma prova do campeonato nacional custa às organizações 12.500 euros.

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