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CNA defende melhor distribuição dos apoios

A Confederação Nacional da Agricultura, que não se tem envolvido directamente na luta dos associados da sua congénere CAP, propõe uma distribuição dos apoios que considera melhor. Isto com vista, segundo um comunicado, reparar injustiças e assimetrias.As soluções defendidas pela CNA visam, segundo afirma em comunicado, garantir à maioria de 26 mil agricultores o pagamento “daquilo a que têm direito e a que se candidataram segundo as regras do jogo oficiais”. Nesse sentido considera que o Governo deve pagar as compensações referentes às candidaturas de 2005, mas tendo por base uma triagem e limites máximos mais reduzidos. Por exemplo, propõem o apoio ao máximo de 100 hectares para sistemas forrageiros extensivos, em vez de 500 hectares (ha). Máximo de 100 ha para sistemas arvenses de sequeiro, em vez de 200 ha. E um máximo de 35 ha no regadio e 100 ha no sequeiro para a redução da lixiviação, em vez de manter áreas ilimitadas como beneficiárias.A CNA propõe ainda a redução do valor unitário das ajudas que chegam a atingir 341, 360 e 540 euros por hectare para áreas acima de 50 ha. Segundo as contas da organização, só na redução das áreas abrangidas pelos apoios, o Governo pode poupar 22 milhões de euros. “Isso implicaria com o interesse de alguns dos 1.089 agricultores, mas permitiria pagar aos outros 25 mil” que se candidataram em sectores como a protecção integrada, culturas complementares, sistemas policulturais, olival tradicional, pomares tradicionais, entre outros. Esta posição vai de encontro aos objectivos do ministro da Agricultura, Jaime Silva. A CNA assume o papel de Robin dos Bosques ao defender uma redistribuição dos apoios pelos agricultores mais pequenos, que na maioria são representados pela CNA.

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