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Palinuro Serafim das Neves

Abençoado sejas pela atenção que dedicas às vis tentativas de desvirtuamento do nosso património líquido. Tens toda a razão. Uma confraria da cerveja que se preze não deveria entronizar pessoal sem barriga. É muito grave o que relatas. O Júlio Isidro confrade da bejéka??!!! Mas onde é que este país vai parar, meu Deus!!!!?? Quanto à cerimónia ter sido realizada num convento, enfim, até compreendo. Eu se fosse o confrade-mor também a faria por lá. Mas não me esqueceria de contratar umas monjas bem aviadas para animar o pós-cerimonial cervejeiro. De qualquer forma acho que estas confrarias são demasiado institucionais. Uma organização deve ter sempre apoio popular. O seu poder dever emanar das bases. Apoio a tua intenção de alcandorar o compadre Armindo a Grão-Mestre da Confraria da Cervejola. É bem justo que assim seja. Grão já ele carrega na asa todas as tardes quando vai do café para casa. E mestre na arte de aviar canecas não há melhor. A tua dúvida sobre a forma de comunicar com o ex-presidente da câmara de Santarém não me atormenta. Não me atormenta nem nunca me atormentou. Nem sequer quando ele era Presidente e exigia que o pessoal de O MIRANTE lhe colocasse as questões por escrito. Se queres que te diga acho que ele não tem nada para dizer. Nunca teve mesmo nada para dizer. Aquilo de pedir perguntas por escrito para dar respostas por escrito era uma atitude defensiva. Uma muleta. Uma forma de ganhar tempo para inventar qualquer coisas. Só que a inventar ele ainda era pior que a improvisar. O que eu vou escrever a seguir pode soar a blasfémia para alguns. E pode originar uma queixa-crime nos tribunais. É por isso que não resisto a escrevê-lo. Esse senhor, que andou a ostentar uns ridículos suspensórios vermelhos em determinada altura do seu curto reinado autárquico, nunca deveria ter abandonado a agricultura. Nunca deveria ter abandonado a sua área profissional. É no meio de nabos, rabanetes e outras hortaliças que ele está bem. Eu só gostava de saber quem foi o cabeça de abóbora que o empurrou para a política.Serafim, vou acabar este e-mail ao som da música trepidante dos Gipsy Kings para te falar no mistério do boato cigano que tem marcado a riquíssima actualidade política do Entroncamento. Primeiro foi o boato segundo o qual o presidente da câmara, Jaime Ramos, se preparava para alojar famílias ciganas que estão a viver em vários pontos do Distrito. O MIRANTE cor-de-rosa chegou a noticiar que o autarca até já tinha alugado uma unidade hoteleira para receber da melhor maneira os seus hóspedes.Acontece que na política, tal como no futebol, um homem vai de bestial a besta em menos de um fósforo. Quando a Comissão para as Minorias Étnicas poderia ter pensado que tinha ali a sua personalidade do ano eis que o Bloco de Esquerda aparece a chamar xenófobo ao homem, brandindo uma carta que ele escreveu ao povo. Na carta o Presidente diz que nunca alojou nem alojará famílias ciganas de fora do seu concelho. O que ele foi dizer! Caiu o Carmo e a Trindade!!! Tu bem sabes como são os bloquistas quando estão em causa minorias. Umas feras auténticas!!! É verdade que nenhum presidente de câmara aceita entregar casas a famílias carenciadas de outros concelhos. A única excepção conhecida é a da Presidente de Vila de Rei com os brasileiros. É também verdade que o “xenófobo” Jaime Ramos já alojou uma data de famílias ciganas que viviam em barracas no Entroncamento, mas isso não lhe valeu de nada. Aaaaiiii óóóóllléééé…óóóólllléééé (estes são os Gipsy Kings no meu leitor de CD). E pronto, aí temos um perigoso “xenófobo” pronto para queimar na praça pública. E logo o Jaime Ramos que com aquele bigode, uma camisa preta, um chapéu de feltro e uma carrinha carregada de calças lévis seria mais cigano que qualquer cigano do Bloco de Esquerda. É uma injustiça, Serafim!!! É uma grande injustiça!!!Um abraço gitano do Manuel Serra d’Aire

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