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A vantagem de não entrar em pânico

Sporting de Tomar venceu 4-2 “Os Patos” e sagrou-se campeão distrital de Futsal

O Sporting de Tomar esteve a perder por 2-0 mas deu a volta ao marcador e com quatro golos sem resposta conquistou o título distrital de futsal, quando ainda falta uma jornada para o fim. “Os Patos” repetiram o feito dos dois anos anteriores e perderam no jogo decisivo. Para a semana discutem com a Casa do Benfica do Cartaxo o segundo lugar.

Edição de 07.06.2006 | Desporto
O Sporting de Tomar venceu, sábado, 4-2 “Os Patos” em jogo disputado no Pavilhão da Escola Jacome Ratom, em Tomar. Com este resultado, a uma jornada do fim do campeonato, garantiu a conquista do título de campeão distrital de futsal.A equipa tomarense esteve a perder 2-0 e chegou ao intervalo em desvantagem 2-1 mas nunca entrou em pânico e, com uma segunda parte de grande categoria, voltou o marcador e fez aquecer a excelente moldura humana que enchia as bancadas do pavilhão, que após o término do jogo festejou intensamente com os novos campeões.As duas equipas têm estilos de jogo muito diferentes mas o jogo começou equilibrado. Os tomarenses alicerçam o seu jogo numa boa prestação defensiva e na saída rápida para o contra-ataque. “Os Patos” jogam mais num jogo aberto, voltado para o ataque, com grande movimentação dos seus jogadores. Por isso o jogo foi emocionante e teve muitas oportunidades de golo.Logo aos cinco minutos, Gonçalo, do Sporting de Tomar, isolou-se frente ao guarda-redes de “Os Patos” mas atirou com estrondo à barra. Na sequência deste lance a bola ressaltou para os pés de Rosado que correu só pela direita e já perto da área rematou cruzado e fez o primeiro golo do jogo.Tudo se complicava para os tomarenses, que no entanto mantiveram a calma. Mas aos oito minutos tiveram mais um momento de azar. Uma bola rematada com força por Fufu ultrapassou o guarda-redes Gonçalo, mas foi embater no poste. Dois minutos depois “Os Patos” aumentaram a vantagem. Num passe longo a bola chegou ao avançado Leandro, que com um adversário nas costas rodou e rematou de primeira, batendo de novo Chico e fazendo o 2-0, que na altura já não se justificava.Os jogadores do Sporting de Tomar não baixaram os braços. Pressionaram os rossienses e aos 15 minutos, ao tentar desviar um remate de Fufu, Ricardo traiu Gonçalo e introduziu a bola na própria baliza, fazendo o 2-1, resultado com que se chegou ao intervalo. A equipa de Tomar entrou mais determinada para a segunda parte e impulsionada por uma claque de apoio frenética, pressionou os jovens jogadores de “Os Patos” que sentiram o ambiente e passaram a cometer erros que não aconteceram na primeira parte. Também o jogador Freitas arrancou para uma exibição fantástica, e os lances de perigo junto da baliza de Gonçalo foram-se sucedendo.Aos 55 minutos, numa excelente jogada individual, Freitas arrancou pela esquerda, ultrapassou todos os adversários e rematou cruzado para o golo do empate. Um minuto depois, quando “Os Patos” arriscavam tudo jogando com um guarda-redes avançado, Freitas captou a bola a meio campo e atirou para a baliza deserta. O pavilhão quase veio abaixo, tal a alegria que se apossou dos jogadores e espectadores. E aos 58 minutos o mesmo jogador marcou o quarto golo e acabou com o jogo.Quando os árbitros, que estiveram bem, terminaram o jogo, foi a festa total no Pavilhão. Toda a gente se associou à festa de uma forma correcta e disciplinada.Felicidade e tristezaComo não podia deixar de ser, no final do jogo jogadores e treinadores dos dois clubes mostravam semblantes bem diferentes. O técnico do Sporting de Tomar atribuía todo o mérito da vitória aos seus jogadores. “É um grupo de homens excepcional, são amadores que jogam e treinam como profissionais. É fantástico e mais do que ninguém eles merecem esta festa”, garantiu.O Sporting de Tomar garantiu também a subida à terceira divisão nacional, e quando perguntámos a Carlos Costa como era agora com esta subida, o técnico não fugiu à resposta. “É claro que vamos ter que fazer alguns ajustamentos, mas para já deixem-me saborear este momento de alegria, e depois com calma vamos pensar no futuro”, disse com a felicidade estampada no olhar.Por sua vez Hélder Rodrigues, que é treinador e presidente de “Os Patos”, não conseguia esconder a tristeza de, pelo terceiro ano consecutivo, ver a sua equipa “morrer na praia”. “É opinião geral de que somos o clube onde melhor se trabalha no futsal, praticamos a modalidade com grande rigor, mas é muito triste chegar a esta fase e pelo terceiro ano consecutivo não conseguirmos ir além do segundo lugar”, disse.Hélder Rodrigues garante que vai ser feita uma reflexão profunda, para tentar uma explicação para o facto da equipa falhar nestes momentos, e assumiu a sua responsabilidade. “Assumo a minha responsabilidade. De certo sou eu que não consigo transmitir a tranquilidade aos jogadores. Vou pensar bem e possivelmente vou deixar o cargo de treinador. Ficarei como presidente mas é preciso fazer qualquer coisa para inverter esta tendência”, referiu com tristeza.

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