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Acta para “memória futura”

Acta para “memória futura”

Moradores travam nova urbanização no bairro dos Caniços

Os moradores do bairro dos Caniços não desarmam e reafirmaram a oposição a novas construções. Desta vez, exigiram que a presidente da câmara assinasse uma acta para “memória futura”

Edição de 07.06.2006 | Sociedade
Um grupo de moradores do bairro dos Caniços, na Póvoa de Santa Iria, concentrou-se no sábado, dia 3 de Junho, para reiterar a sua oposição a novas construções no bairro. Os residentes querem que a presidente da Câmara de Vila Franca cumpra a promessa de não construir nada no local. Desta vez estavam acompanhados de uma advogada e exigiram que Maria da Luz Rosinha assinasse uma acta com o teor da reunião.A acção de protesto surgiu no seguimento de um encontro com a edil no dia 30 de Maio, onde a presidente da câmara apresentou uma solução alternativa para a construção de dois prédios. Este projecto, ao contrário do anterior, permite a vista sobre o Tejo aos prédios já existentes. Os moradores continuam, no entanto, a rejeitar qualquer construção, relembrando que pagaram 2 500 euros pela vista sobre o rio.“Nós não queremos mais prédios, preferimos o que está previsto no Plano Director Municipal que é uma variante. Se houver alteração que não seja para construir mais prédios”, defende Álvaro Vieira, um dos moradores. Maria José Neves classifica de “prepotente” a intenção da autarquia de permitir a construção, depois de ter prometido que nada iria ser edificado no local. A moradora adianta que um dos prédios apresentados no novo projecto iria impedir a passagem do sol para o seu apartamento. Na reunião com os moradores a presidente propôs a construção de dois prédios perpendicularmente aos que já existem. No espaço central seria construído um parque infantil, um ringue e uma zona de estar, prometidos há muito pela câmara. Uma opção que não é viável já que um dos prédios iria nascer junto a um outro em construção. De acordo com os moradores, Maria da Luz Rosinha afirmou desconhecer a existência do prédio e acabou por visitar o local, perto das 23h30. A edil comprometeu-se a elaborar um novo projecto que irá apresentar aos residentes no bairro numa nova reunião.Entretanto, os moradores contrataram uma advogada para garantirem os seus direitos. Na reunião de 30 de Maio a advogada elaborou uma acta com todas as intervenções que foi lida e assinada pela presidente da câmara. “Para ela depois não vir dizer que não disse”, explica a moradora Isabel Bernardo.Na manhã de sábado estiveram presentes na concentração o vereador da CDU Carlos Coutinho e o presidente da Assembleia de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, António Nabais (CDU). Carlos Coutinho considerou a situação como mais “um exemplo das tropelias urbanas em todo o concelho”. O autarca classificou a gestão socialista como “casuística, conforme os acordos e arranjos que vai fazendo com os promotores”.O vereador afirmou ainda que os “pormenores deste processo são muito nebulosos”, relacionando este caso com a baixa do vereador do urbanismo João Luís Lopes.
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