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Aposta na investigação e formação

Associação para o Desenvolvimento e Emprego sobrevive com dificuldades
Edição de 07.06.2006 | Sociedade
A ADE foi criada em 1998 através do projecto Viver o Bairro, promovido pela autarquia de Vila Franca de Xira e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (CEIS). Entre os objectivos do projecto estavam a criação de infraestruturas, como a Associação para o Bem-Estar Infantil e o centro comunitário, e proporcionar qualificação profissional à população de Vialonga. Paulo Santos é sociólogo do CEIS e foi um dos técnicos envolvidos no projecto que quiseram dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento local com a criação da ADE. Actualmente, a associação continua a apostar na formação e tem a decorrer uma na área da culinária com equivalência até ao terceiro ciclo, dirigida à população em idade activa em situação de desemprego. A ADE está também a trabalhar em alguns projectos de investigação analisando a inserção dos públicos mais desfavoráveis no mercado de trabalho. Ainda antes do Verão a associação gostaria abrir acções de formação na área da informática em horário pós-laboral. Um objectivo que Paulo Santos receia que não venha a ser cumprido por falta de financiamento. A substancial diminuição dos apoios do Fundo Social Europeu (FSE) para a região de Lisboa preocupa o responsável, que receia inclusive que os cortes venham a afectar as restantes formações em curso. As dificuldades por que atravessa já levaram à diminuição do número de trabalhadores. De acordo com Paulo Santos, a empresa que já chegou a ter 50 empregados, conta hoje com apenas 15 e a ajuda de alguns voluntários.A ADE é, maioritariamente, suportada pelo FSE através dos diversos programas a que se vai candidatando. O EQUAL, uma iniciativa comunitária que procura eliminar todos os tipos de discriminações e de desigualdades no acesso ao mercado de trabalho, é neste momento o programa que sustenta a associação. Para gerar outras receitas a ADE aluga espaços para formações e escritórios no edifício Ninho de Empresas que gere, no Bairro do Olival de Fora, procurando simultaneamente atrair actividades económicas para o bairro. Uma pretensão que não tem tido recepção por parte das empresas, já que apenas a ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local ocupa um dos espaços.

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