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A luta das mulheres 30 anos depois

Edição de 26.07.2006 | Entrevista
Como é que vê as lutas pelos direitos das mulheres hoje em dia? A sociedade melhorou um bocadinho. As mulheres hoje têm mais direitos, mas continua a ser difícil porque as pessoas vivem uma vida diferente. Hoje as mulheres já têm possibilidade de estudar e ter outras profissões. Antigamente eram só costureiras. Como vê a luta pela interrupção voluntária da gravidez? Nunca fiz nenhum [aborto], mas acho que deve ser a mulher a decidir. A mulher é que cria o filho e a mulher é que tem as dores. Hoje há mais condições para se ter mais filhos?Tenho a ideia que não. Os filhos dão muito trabalho. Nunca precisou de quotas para se envolver nas lutas políticas… As quotas não fazem sentido. As mulheres é que devem procurar conquistar isso. Comigo foi assim. Decidi ir à luta e fui. O modo de fazer política é muito diferente do seu tempo?Antigamente não nos juntávamos para fazer política. Cada um sabia bem o papel que lhe cabia.Qual é o seu ideal da sociedade justa?Antigamente lutava para que as pessoas não fossem exploradas. Tanto mulheres como homens. Hoje já não idealizo nada. Já lá vão 80 anos. Agora tudo depende dos outros.

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