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O quarto secreto do prelo clandestino

Edição de 26.07.2006 | Entrevista
No ano de 1954 nascia na casa clandestina da Rua Vítor Bastos, em Lisboa, um menino, filho de dois militantes do PCP, uma célula especializada em tipografias de propaganda antifascista.Num dos quartos da casa, onde permanecia a mãe e a parteira, ouvia-se o choro do bebé. No outro quarto trancado ali ao lado estava no prelo a última edição de “O Camponês” com a notícia da trágica morte da camponesa alentejana Catarina Eufémia. A casa lisboeta, que acolhia dois militantes comunistas, albergou a tipografia clandestina entre 1952 e 1955. Lá se forjaram milhares de manifestos e brochuras.A entrada e saída de embrulhos, o cheiro a tinta e a tiragem do papel ocupavam o dia a dia do casal. Um deles foi um folheto de versos feitos por Pablo Neruda ao camarada Álvaro Cunhal, camarada próximo do especialista das tipografias.Manuel da Silva com a ajuda da mulher, Gertrudes Paulino, coordenou durante mais de 10 anos a actividade dos prelos clandestinos do PCP. Renovou o chumbo dos caracteres gastos no rolar das lutas da classe operária.

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