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Torres Novas corta ligação à Artemrede

Torres Novas corta ligação à Artemrede

Município pagará este ano 15 mil euros de quota, mesmo sem programação

Torres Novas vai cortar definitivamente a ligação à Artemrede. Este ano o município ainda paga 15 mil euros de quota de funcionamento, mas sem direito a espectáculos.

Edição de 13.09.2006 | Cultura e Lazer
O município de Torres Novas decidiu cortar definitivamente a ligação à Artemrede a maior rede de teatros do país, que congrega outros seis concelhos da região mas durante este ano pagará ainda 15 mil euros de quota de funcionamento.A saída é confirmada pela directora-executiva da Artemrede, Ana Coelho. No dossier com a nova programação, lançado na semana passada (ver caixa), o município ainda figura como um dos sete associados, mas este ano já não irá beneficiar dos espectáculos contratados a condições vantajosas no âmbito da associação.“Torres Novas optou por repensar a sua posição na Artemrede pelo que, logo no início do ano, nos comunicou que não pretendia receber programação no âmbito da Artemrede durante o ano de 2006”, esclarece Ana Coelho.O município não pagará assim a quota de programação, mas terá que desembolsar 15.100 euros referentes à quota de funcionamento devido a compromissos já assumidos. Um valor que varia de município para município e que é calculado em função do número de habitantes.Em Janeiro de 2006, na altura em que foi apresentada a programação do município de Torres Novas, o presidente da câmara, António Rodrigues (PS), desvalorizou o papel da associação Artemrede na programação futura do Teatro Virgínia, como noticiou O MIRANTE. O autarca definiu a rede de teatros municipais como “um apêndice de que a câmara pode prescindir”, colocando a hipótese de abandonar o projecto. António Rodrigues garantiu na altura que o município seria capaz de assegurar sozinho uma programação de qualidade e que, apesar das dificuldades, a autarquia teria capacidade financeira para suportar o investimento de 650 mil euros já destinados ao funcionamento da casa de espectáculos. A perspectiva do autarca chocou no entanto com a opinião do director do Cine-Teatro Virgínia, João Aidos, que elogiou a experiência dias antes das declarações do autarca torrejano.O MIRANTE tentou contactar o presidente da Câmara de Torres Novas, tal como do director do Cine-Teatro Virgínia, mas até ao fecho da edição não foi possível obter mais esclarecimentos.Obras adiam espectáculos em AlcanenaTal como Torres Novas, também Alcanena não terá programação da Artemrede na próxima temporada. Mas por razões diferentes. A remodelação do Cine-Teatro S. Pedro está atrasada e o espaço não tem condições para receber espectáculos em 2006, como confirmou ao nosso jornal Daniel Café, chefe de gabinete do presidente da Câmara de Alcanena. Alcanena ficou assim este ano livre da quota de programação, mas terá que pagar 8.500 euros referentes à quota de funcionamento.Daniel Café explica que no ano passado o município negociou a programação, levando alguns dos espectáculos contratados a outras salas, como aconteceu em Minde e Santarém, mas este ano optou por suspender o pagamento da quota de programação. Alcanena mantém no entanto a quota de funcionamento que lhe permite continuar com a ligação à Artemrede – um projecto que o município considera importante pela “difusão de cultura e intercâmbio de experiências”.Ana Santiago
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