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PSD preocupado com trabalhadores da GM

Reunião da distrital social democrata em Azambuja

A líder dos social-democratas no distrito de Lisboa aponta o dedo ao governo pela incapacidade para impedir a deslocalização de empresas e diz que a corrupção afasta dos investidores.

Edição de 13.09.2006 | Política
“Onde está a nossa vantagem competitiva?”. A pergunta foi deixada pela recém-empossada líder da Comissão Política Distrital do PSD de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, durante a reunião que decorreu na noite de quarta-feira, no Páteo do Valverde, em Azambuja.O caso do encerramento da fábrica da GM em Azambuja e o futuro dos trabalhadores da unidade industrial preocupam a responsável que considera que o Governo deveria delinear um plano para evitar a deslocalização de mais empresas a laborar no país.“Não há condições para atrair investimento para Portugal”, acusou Paula Teixeira da Cruz, lembrando que a corrupção é um dos factores que mais afasta os investidores do território nacional. “É preciso superar a saída de uma Opel e garantir que pode ser substituída por outra empresa”, afirmou.A líder do PSD de Lisboa quer gizar uma estratégia global para a Área Metropolitana de Lisboa. Azambuja, um dos concelhos mais afastados e “esquecidos”, foi precisamente o local escolhido para a realização da primeira reunião.A Comissão Política Distrital alargada de Lisboa, que inclui os presidentes de todas as secções do distrito, realizou em Azambuja a primeira sessão de trabalho deste órgão após as eleições de Julho.A Comissão Política quer contributos válidos de todas as secções para avançar com mudanças. As novas exclusões sociais, que trazem novos e complexos problemas sociais, exigem novos modelos de gestão sobretudo em zonas como a da Área Metropolitana de Lisboa.Para Paula Teixeira da Cruz é fundamental que a responsabilidade social das empresas funcione em prol da comunidade. “Em outros países da Europa é vulgar que uma empresa ou sponcer seja responsável pelo arranjo de um bairro ou rua. É um tipo de ideia que cultiva a intervenção cívica e a responsabilidade das pessoas”, exemplifica. Na opinião da dirigente social-democrata a demissão cívica é uma das razões para o “atraso endémico” a que chegou o país.A formação autárquica, seminários e colóquios fazem parte do programa do partido. A comissão politica do PSD de Lisboa quer inovar tecnologicamente, apostar na comunicação interna e lançar ideias para o debate que ajudem também a atrair mais jovens para a área. “Na universidade de Verão ouvi perguntas dos jovens que me assustaram: ‘Porque é que alguém com uma vida profissional estável se interessa pela política?”, exemplificou Paula Teixeira da Cruz.

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