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Caras passadeiras

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Câmara de Tomar gasta 240 mil euros na execução de 40 passadeiras elevadas na cidade

A Câmara de Tomar gastou 240 mil euros na execução de 40 passadeiras elevadas por toda a cidade. Uma verba demasiado elevada para uma obra que, segundo a oposição, trouxe mais inconvenientes que vantagens.

Edição de 13.09.2006 | Sociedade
A conta final da empreitada chegou no final de Agosto. A Câmara de Tomar gastou 240 mil euros na execução de 40 passadeiras elevadas nas principais vias da cidade. Só na sinalização no pavimento junto a oito passadeiras colocadas em lombas o município despendeu 40 mil euros. Dinheiro a mais na opinião dos vereadores do movimento Independentes por Tomar, que votaram contra a conta final da empreitada apresentada (e aprovada) pela maioria social-democrata na reunião de 28 de Agosto.Àquele valor há ainda a acrescentar os cerca de cinco mil euros que custou ao erário público a construção de cada uma das 40 passadeiras feitas em calçada e colocadas em cima de lombas nas principais ruas da cidade.No total o município pagou 240 mil euros por uma obra que foi sempre muito contestada, não só pela classe política concelhia mas por todos quantos circulam diariamente na cidade. Mesmo os bombeiros municipais deram conta do seu descontentamento à autarquia, salientando os inconvenientes que o atravessamento de uma cidade cheia de lombas tem trazido aos doentes.De nada valeram as manifestações de desagrado. A obra foi mesmo para a frente e o vice-presidente da câmara, Corvelo de Sousa (PSD), quando questionado por O MIRANTE sobre toda a polémica que envolve as passadeiras, referiu mesmo que elas até têm servido de exemplo para outras autarquias que pretendem condicionar a velocidade dentro das suas principais vias.Corvelo de Sousa garantiu ainda que das análises feitas pelo município e pela polícia se nota uma acentuada melhoria ao nível da fluidez de trânsito e da diminuição de velocidade excessiva na cidade após a colocação das passadeiras em lombas.O facto é que os inconvenientes da solução encontrada pela câmara superam em alguns casos as vantagens. E a própria câmara tem sido também vítima da própria obra. Segundo O MIRANTE apurou, é rara a semana que os autocarros municipais que fazem o transporte urbano (TUTomar) não tenham de ir à oficina, devido a vários problemas (nomeadamente suspensões) causados pela passagem sucessiva nas lombas.Nestes casos é a Rodoviária do Tejo que tem assegurado os circuitos com autocarros próprios, a título de empréstimo. Os vereadores independentes dizem por seu lado que a verba ali dispendida poderia ter sido aplicada em investimentos de melhor valia e interesse para a cidade e para quem lá vive.
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