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Troféus e outros bens penhorados ao Abrantes Futebol Clube

Ex-tesoureiro é um dos credores que ficou com a guarda dos bens
Edição de 27.09.2006 | Desporto
Os troféus, computadores com a história e toda a vida do clube e outros bens móveis do Abrantes Futebol Clube foram penhorados por ordem do Tribunal de Abrantes, e foram entregues à guarda de um dos credores que tinha colocado a acção na justiça para receber uma dívida antiga de cerca de 11 mil euros. Já há muito que é conhecida a difícil situação financeira do Abrantes Futebol Clube, e a luta que os seus actuais dirigentes têm travado para conseguirem ir controlando a situação, que afinal tende a agravar-se.Segundo o presidente do clube, Alberto Lopes, o motivo desta penhora, foi uma dívida antiga de cerca de 11 mil euros, que Rui Costa, que foi tesoureiro do clube há quatro ou cinco anos, e o Hotel Abrantur, tentaram receber sem êxito e a colocaram em tribunal. “A justiça deu-lhe naturalmente razão, veio buscar os bens e colocou-os à guarda de Rui Costa”, disse com tristeza.Para Alberto Lopes, que se recusou a colocar Rui Costa ou o Hotel no rol de pessoas que têm tentado por todos os meios boicotar o trabalho que tem vindo a ser feito pela sua direcção, “esta situação é mais uma forma de tentar evitar que nós consigamos reordenar o clube”, garantiu.O presidente do Abrantes acredita que o bom senso ainda irá imperar, sabe que os computadores com matéria confidencial da vida do clube vão voltar e garante que gostava de conseguir resolver o problema da dívida a curto prazo. “Mas da forma como nos estão denegrir não vai ser fácil”, disse com tristeza.Referindo que neste momento apenas pede que os deixem trabalhar para resolver os problemas do clube, Alberto Lopes garante que começa a ser quase impossível levar por diante o seu projecto. “É muita a pressão, há pessoas que deitam mão a tudo, até aos mais torpes boatos e ofensas pessoais, que nos deixam de rastos”.Numa cronologia do que tem acontecido neste espaço de tempo de vigência da sua direcção, Alberto Lopes, diz que as penhoras começaram logo depois de ter tomado posse como presidente e da saída de um determinado director, que não quis identificar. “Para que as penhoras não se consumassem pagámos 85 mil euros ao fisco e negociámos também com as finanças uma dívida de mais 127 mil euros, que temos vindo a pagar religiosamente. Quando tínhamos este problema resolvido, apareceu a dívida a antigos treinadores e jogadores, pagámos mais 25 mil euros, que incluíam um prémio de subida à segunda divisão nacional de 10 mil euros ao treinador José Vasques”, referiu Alberto Lopes.O presidente referiu que estes pagamentos foram efectuados à pressa para poderem inscrever a equipa sénior no nacional. “Mas as pessoas que têm tentado boicotar o nosso trabalho até conseguiram chegar à Associação de Futebol de Santarém, que nos colocou entre a espada e a parede, e nos obrigou a pagar em pouco tempo, 23 mil euros de dívida antiga, sob a ameaça de não nos deixar fazer a inscrição”, disse com tristeza Alberto Lopes.São, segundo Alberto Lopes, machadadas atrás de machadadas, que estão a encher o saco a quem apenas tem trabalhado muito para resolver os problemas. Estão a ser elaboradas as contas correctas do clube para apresentar numa assembleia-geral que a direcção pretende realizar durante o mês de Outubro.

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