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Câmara do Cartaxo vai reduzir pessoal

Paulo Caldas apresenta plano de contenção de despesas

Até final de 2007, a Câmara do Cartaxo deve ter menos cem funcionários do que no início do mandato, há um ano.

Edição de 27.09.2006 | Política
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), quer reduzir “substancialmente” o quadro de pessoal da autarquia. A intenção é passar dos cerca de 425 funcionários que tinha no início do mandato, há um ano, para cerca de 300 no final de 2007. Para isso, o autarca pretende aprovar até final deste ano uma nova orgânica da câmara e um novo quadro de pessoal, sem sacrificar o desempenho dos serviços. Paulo Caldas explicou a O MIRANTE que a redução vai ser feita contando com a aposentação de cerca de 20 a 30 funcionários e a não renovação de contratos a prazo. Além disso, a autarquia não vai admitir mais pessoal. Actualmente conta com cerca de 380 trabalhadores. Esclarece ainda que os serviços vão ser reorganizados, de forma a racionalizar os meios ao dispor.A reforma projectada vai incidir fundamentalmente sobre a área administrativa – com a potenciação das novas tecnologias e a reorganização funcional -, deixando também a hipótese de serem concessionados os serviços na área da higiene e limpeza e jardinagem.Serviços como os de recolha de lixo e águas e saneamento – “com ou sem Águas do Ribatejo” – deverão passar para a esfera intermunicipal, deixando a câmara de ter responsabilidade directa sobre esses trabalhadores.“O objectivo claro é reduzir a demissão da máquina da câmara, melhorando até o serviço”, explica Paulo Caldas a O MIRANTE. As mexidas no quadro de pessoal inserem-se num plano de gestão mais amplo que visa conter os custos da autarquia e obter receitas extraordinárias para que o município não perca capacidade de investimento.O autarca alega que “para tempos difíceis, medidas difíceis mas bastante úteis para garantir os níveis de investimento e qualidade de vida do município nos próximos 15 anos”. Nas medidas de contenção da despesa está ainda prevista a redução das horas extraordinárias.Essa é uma das medidas com que a maioria socialista pretende garantir nos próximos anos a saúde financeira do município. Até 2020, a autarquia projecta um investimento global no concelho de 155 milhões de euros. Um objectivo ambicioso que deverá ser anunciado em Outubro.“Este plano demonstra que no Cartaxo não só se faz muita obra mas também se sabe gerir. E é minha intenção manter-me à frente do município o tempo suficiente para demonstrar que sei fazer obra mas que também farei tudo para a pagar”, disse respondendo a algumas críticas da oposição.

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