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Seis câmaras da região impedidas de recorrer ao crédito

Situação financeira muito preocupante em Alpiarça, Santarém e Torres Novas

O Governo divulgou a lista das câmaras que vão ficar impedidas de recorrer ao crédito. São setenta a nível nacional. Entre elas estão seis do distrito de Santarém.

Edição de 27.09.2006 | Política
As câmaras municipais de Santarém, Torres Novas, Alpiarça, Rio Maior, Chamusca e Ourém ficam impedidas de recorrer ao crédito até 2014 com a aprovação da nova Lei das Finanças Locais.Aqueles municípios fazem parte de uma lista de setenta, divulgada Sábado pelo jornal Correio da Manhã que cita como fonte o Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita.O governante divulgou a lista como resposta formal à informação divulgada pela Associação Nacional de Municípios que afirmava que com a nova Lei das Finanças Locais haveria 205 municípios impedidos de recorrer ao crédito por terem ultrapassado o limite de endividamento proposto.Dos municípios do distrito de Santarém impedidos de recorrer ao crédito os que estão em situação pior são os de Santarém cuja percentagen utilizada vai nos 159%, Alpiarça com 157%, Torres Novas com 144%. A câmara de Rio Maior está nos 125%, Ourém 110% e Chamusca 109%. As câmaras municipais de Vila Franca de Xira e Azambuja (distrito de Lisboa) que se situam na área de intervenção de O MIRANTE não integram a lista do Governo.Presidente da Câmara de Torres Novas desvalorizaO Presidente da Câmara de Torres Novas não está preocupado com o facto do seu município integrar a lista de setenta autarquias que vão ficar impedidas de recorrer ao crédito. Falando segunda-feira à noite no decorrer de uma reunião da Assembleia Municipal, António Rodrigues (PS) disse que tinha garantia do Governo que a Nova Lei das Finanças Locais não prevê a limitação de acesso ao crédito às câmaras municipais para cobrir investimentos relacionados com reconversões urbanas, dar resposta a consequências causadas por intempéries, cumprir programas de apoio comunitário, ou situações no âmbito da acção social.Apesar da aparente despreo-cupação o autarca admite que no próximo ano a autarquia seja obrigada a apertar o cinto: “O próximo orçamento da câmara vai ser a cortar. Vamos ter de fazer uma grande contenção em 2007. Temos de pôr os pés no chão, para continuar os projectos pendentes”, afirmou.

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