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Benavente não irá recorrer à banca em 2007

Orçamento deverá ser de 17 milhões de euros

O orçamento de Benavente deverá perder dois milhões de euros por força da ausência de obras financiadas por fundos comunitários e da redução das receitas transferidas para o município.

Edição de 08.11.2006 | Política
O Município de Benavente não irá recorrer a qualquer empréstimo bancário em 2007 e o orçamento previsto é de 17 milhões de euros, menos dois milhões que neste ano. A “proibição” do recurso ao endividamento é uma das ideias base na elaboração do orçamento para o próximo ano. Segundo o presidente António Ganhão, não se justifica recorrer à banca num ano em que não haverá execução de nenhum projecto apoiado pelos fundos comunitários.Segundo o edil, as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) só serão aprovadas no terceiro trimestre e a sua execução será remetida para 2008.Na definição das bases para a elaboração do orçamento, na última reunião pública, António Ganhão informou o executivo de que será um orçamento de rigor e contenção. A reunião não contou com nenhum dos eleitos da oposição. Apesar da redução do valor previsto para despesas correntes e de investimento, o edil garantiu que não haverá alterações no apoio às colectividades e associações. “Continuaremos com os mesmos critérios e iremos premiar o mérito das iniciativas”, revelou. O autarca anunciou que as duas corporações de bombeiros terão inclusive um aumento ligeiro dos subsídios para fazer face à inflação que se estima seja de 2,1 por cento e às dificuldades criadas pelo novo enquadramento legal para transporte de doentes. A perda de receitas obriga a câmara a canalizar energias para as pequenas obras e a deixar as intervenções maiores para 2008. O presidente recordou que Benavente vai perder cinco por cento da receita proveniente do Orçamento Geral do Estado e vai ter de suportar mais dois por cento nos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e o valor da inflação.“Vamos perder capacidade de investimento. Apesar da boa saúde financeira que temos, vamos ter de poupar na despesa corrente e na despesa de investimento”, disse.As juntas de freguesia não serão sacrificadas pela perda de receitas do município. António Ganhão assegurou que os montantes a transferir serão idênticos aos de 2006. O presidente irá ouvir os presidentes de junta antes da reunião agendada para o dia 16 e onde a câmara irá discutir e aprovar o orçamento longe do olhar dos munícipes e jornalistas.Nelson Silva Lopes

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