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Funcionária municipal acusa directora de “perseguição”

Conflito laboral na Câmara de Vila Franca de Xira

A assistente administrativa acusa a directora de departamento de a prejudicar intencionalmente depois de ambas se terem desentendido.

Edição de 08.11.2006 | Política
Uma funcionária da Câmara de Vila Franca acusa a directora do Departamento de Qualidade Ambiental de “perseguição”. Diz-se constantemente prejudicada pela superior e vai agora avançar com um processo de impugnação da alteração de horário que considera ter sido injusta.Desde o final do mês de Outubro que a assistente administrativa Lígia Teles está a trabalhar com horário fixo, depois de seis anos com horário flexível. A funcionária explica que “este horário é importante para mim porque sou sozinha e tenho dois filhos menores ao meu cargo”.O horário flexível permitia a Lígia Teles coordenar o trabalho com a vida pessoal “não afectando a eficácia do funcionamento dos serviços”, garante. A alteração da modalidade de horário foi o culminar de uma sequência de desentendimentos entre a funcionária e a directora do departamento Paula Oliveira Rocha.Segundo Lígia Teles, o conflito agravou-se quando decidiu em Junho deste ano, por motivos de saúde, passar a realizar apenas o trabalho que lhe competia enquanto assistente administrativa na divisão de higiene pública. “Foi a pior coisa que lhe fiz”, refere a funcionária.Até então desenvolvia também trabalho técnico, nomeadamente na regulação do trânsito, que implicava a visita a locais e a elaboração de relatórios. A sofrer de uma depressão, Lígia Teles considerou que estava a por em causa a sua saúde e o próprio trabalho. De acordo com a funcionária, “ela não gostou e disse ao meu chefe que me ia fazer a folha”. E é isso que Lígia Teles acredita que a directora tem vindo a tentar fazer. Já em Setembro a funcionária tirou meio-dia de férias a mais, porque, justifica “não fiz bem as contas, cometi um erro”.Apresentou então uma exposição à presidente da Câmara de Vila Franca com a justificação das faltas – duas idas à escola dos filhos e uma consulta médica – a solicitar a compensação do meio-dia em falta com serviço. Apesar disso a directora pediu que fosse considerada uma falta injustificada.Lígia Teles fala em “injustiça”, até porque aos outros funcionários “deixa tirar uma hora para ir à escola e a mim nunca me autoriza e sou obrigada a pedir meio-dia”. A funcionária acrescenta que desde que o conflito se agravou nunca mais foi autorizada a participar em acções de formação, sem que lhe tenham sido dadas respostas. Depois de contactar os recursos humanos descobriu que as fichas nem lá chegavam. Em Outubro, depois de um atraso de 14 minutos por um dos filhos menores se encontrar doente, a directora decidiu então retirar o horário flexível a Lígia Teles. Depois de ter conhecimento da pretensão da directora a funcionária fez nova exposição à presidente de câmara a justificar o sucedido e a solicitar a possibilidade de compensar os 14 minutos para que não lhe fosse alterada a modalidade de horário.Exposição à qual não teve resposta e encontrando-se actualmente a trabalhar com horário fixo. Por considerar que está a ser alvo de uma injustiça, até porque, frisa, “não sou uma pessoa que se atrase, não é um hábito”, decidiu avançar com um processo junto da sua advogada para impugnar a decisão. Contactada por O MIRANTE, a directora do Departamento de Qualidade Ambiental, Paula Oliveira Rocha, não quis comentar as acusações por ser “um assunto interno da câmara municipal e é tratado internamente”. Sara Cardoso

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